Flamengo está na elite local da Adidas: entenda a nova hierarquia da marca e o peso do clube no portfólio global

Flamengo está na elite local da Adidas: entenda a nova hierarquia da marca e o peso do clube no portfólio global
Imagem: Gerada por IA

O Flamengo ocupa hoje um lugar privilegiado dentro da reorganização internacional da Adidas, num movimento que diz muito sobre o tamanho comercial do clube, sobre a força do mercado sul-americano e sobre a maneira como a empresa alemã passou a hierarquizar seus parceiros. A discussão ganhou corpo nos últimos ciclos de lançamento de uniformes e foi reforçada por reportagens especializadas que apontam uma nova divisão interna do portfólio da marca em três níveis, com o Rubro-Negro incluído no grupo chamado de “Elite Local”. Essa classificação não foi apresentada pela Adidas em um documento público detalhando toda a pirâmide, mas vem sendo reportada de forma consistente por veículos do setor e por sites especializados em material esportivo.


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O ponto central, para o torcedor rubro-negro, é simples: o Flamengo não está no degrau máximo reservado aos seis gigantes globais da marca, mas também não está na prateleira comum dos parceiros tradicionais com distribuição mais restrita. Ele foi colocado numa zona intermediária e estratégica, reservada a clubes com enorme peso regional, forte capacidade de venda e apelo de lifestyle em mercados específicos. Em outras palavras, a Adidas não trata o Flamengo como um clube qualquer do seu catálogo. Trata como um de seus ativos mais importantes fora do eixo central europeu.

Há um dado que ajuda a situar essa história com mais precisão. O vínculo entre Flamengo e Adidas começou em 2013 e foi renovado em abril de 2024 até 2029, ampliando uma parceria que, ao fim do novo contrato, chegará a 16 anos ininterruptos. Essa continuidade, por si, já mostra que o clube se consolidou como peça valiosa dentro da operação da marca no Brasil e na América do Sul.

Desde quando o Flamengo está na “Elite Local” da Adidas

A resposta mais responsável, hoje, é a seguinte: o Flamengo aparece associado à categoria “Elite Local” a partir da reorganização reportada para o ciclo 2025-26. Em junho e dezembro de 2024, o Footy Headlines já publicava informações sobre a expansão do fornecimento de camisas “authentic” e sobre a criação de uma divisão em tiers; em janeiro de 2025, o mesmo site passou a listar explicitamente o Flamengo entre os clubes dessa faixa intermediária premium. Em fevereiro de 2026, nova atualização do site mostrou Ajax, Benfica, Lyon e Fenerbahçe sendo promovidos para essa mesma categoria a partir de 2026-27, o que reforça que o Flamengo já estava nela antes dessa rodada de promoções.

A nova hierarquia da Adidas e o peso da gestão Bjørn Gulden

A reformulação tem relação direta com o momento da Adidas sob Bjørn Gulden, CEO da empresa desde 1º de janeiro de 2023. Relatórios de mercado e cobertura especializada passaram a associar a nova pirâmide de clubes a uma estratégia mais seletiva, focada em concentrar investimento, distribuição internacional, linhas casuais e versões “authentic” onde o retorno de marketing e de varejo é mais agressivo.

O desenho é mercadologicamente frio, mas bastante claro. A Adidas passou a separar seus parceiros entre quem sustenta presença planetária, quem domina mercados locais ou continentais de forma muito forte e quem, embora tradicional, não tem o mesmo poder de giro global. Esse modelo não nasce apenas de uma paixão estética por determinadas camisas. Ele nasce de logística, margem, distribuição, posicionamento de marca e capacidade real de transformar camisa de jogo em item de moda, coleção casual e símbolo cultural.

O topo da pirâmide: os Clubes de Elite

No primeiro andar está a chamada elite global. É o grupo mais restrito e mais valioso do portfólio. Segundo a reorganização reportada por Footy Headlines e reproduzida por veículos de marketing esportivo, esse nível reúne Real Madrid, Manchester United, Arsenal, Bayern de Munique, Juventus e Liverpool. São os clubes que recebem a prioridade máxima da Adidas em design, distribuição mundial, versões authentic amplamente disponíveis, coleções de treino, linhas casuais e lançamentos que frequentemente extrapolam o futebol e entram no mercado de moda.

Faz sentido que seja assim. O Real Madrid funciona como vitrine global permanente. O Manchester United segue sendo um monstro comercial mesmo em ciclos esportivos irregulares. Arsenal e Bayern oferecem estabilidade, apelo internacional e forte conexão com mercados premium. A Juventus mantém força simbólica e histórica na Itália. O Liverpool, que oficializou seu retorno à Adidas a partir de agosto de 2025, entrou nesse circuito já com uma operação global robusta de kits, training wear e culture wear.

É nessa camada que a Adidas investe para dominar a vitrine do futebol mundial. Não é coincidência que os clubes desse grupo tenham presença constante em lojas multimarcas, aeroportos, grandes campanhas internacionais e drops que falam tanto com o torcedor quanto com o consumidor de lifestyle. Trata-se da aristocracia da marca.

O segundo degrau: a Elite Local, onde está o Flamengo

É aqui que o Flamengo entra, e é aqui que o texto precisa dar ao clube o destaque correto. O Rubro-Negro aparece nesse segundo patamar ao lado de marcas futebolísticas de apelo regional fortíssimo, como Boca Juniors e River Plate, além de clubes europeus que mobilizam mercados muito relevantes, como Newcastle, Aston Villa, Roma e Celtic. Em 2026-27, segundo o Footy Headlines, esse grupo ainda será ampliado com Ajax, Benfica, Lyon e Fenerbahçe.

O que define essa categoria? Não é um meio-termo banal. É um patamar premium com foco regional e continental. Esses clubes recebem uniformes personalizados, atenção maior em coleções de passeio e lifestyle, e passam a ter mais espaço para versões especiais, uso do Trefoil em peças selecionadas e tecnologias superiores em determinados lançamentos. O mercado-alvo, porém, não é o planeta inteiro com a mesma intensidade. É o mercado doméstico do clube e algumas regiões estratégicas onde ele tem peso comercial e cultural.

No caso do Flamengo, isso faz todo o sentido. A Adidas sabe que o clube talvez não tenha o mesmo alcance comercial imediato de um Real Madrid em moeda forte e distribuição europeia, mas entende que, na América do Sul e sobretudo no Brasil, pouquíssimos ativos esportivos têm a mesma capacidade de vender camisa, movimentar coleção casual, gerar desejo e sustentar identidade visual. O Flamengo, dentro da Adidas, não é apenas um clube sul-americano. É o principal nome do portfólio da marca no continente em termos de escala popular e potência cultural.

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O terceiro grupo: os Grandes Clubes

A base premium da pirâmide, abaixo da Elite Local, é a dos chamados “Grandes Clubes”. Aqui entram times com tradição, história relevante e mercado fiel, mas com menor expansão internacional ou menor prioridade comercial para a Adidas. Segundo a cobertura do MKT Esportivo sobre a reorganização de 2025, esse grupo inclui exemplos como Leicester City, Leeds United, Internacional, Cruzeiro, Besiktas e, naquele momento, também Ajax, Benfica e Lyon, antes das promoções ocorridas em 2026.

Qual é a diferença prática? Esses clubes continuam tendo camisas exclusivas, feitas para eles, mas com oferta mais limitada de produtos e distribuição mais enxuta. Em geral, o foco comercial recai sobre as versões réplica, sem o mesmo impulso global dado aos modelos authentic. Em outras palavras, continuam dentro do radar da Adidas, mas sem o mesmo aparato de visibilidade, moda e escala internacional que a marca destina aos dois degraus acima.

Flamengo, o rei sul-americano do portfólio da Adidas

É exatamente por isso que o Flamengo sai valorizado nessa fotografia. A nova hierarquia reforça que o clube não é apenas mais um parceiro brasileiro. Ele foi separado do grupo comum e posicionado no estrato regional premium, aquele que a Adidas trata com atenção especial em criação, marketing e potencial de lifestyle. Isso não é pouca coisa. Em um mercado em que até gigantes tradicionais disputam visibilidade interna nas fornecedoras, o Rubro-Negro foi reconhecido como ativo de primeira linha dentro da lógica sul-americana da marca.

Há um detalhe simbólico que ajuda a entender isso. Quando a renovação até 2029 foi anunciada, o Flamengo consolidou uma parceria longa, contínua e valiosa com a Adidas. O clube já era o principal nome da marca no futebol brasileiro, e a reorganização posterior apenas transformou essa percepção em uma categoria mais clara. Não se trata só de contrato. Trata-se de posicionamento.

Authentic e réplica: onde a hierarquia aparece para o torcedor

Para o consumidor, essa nova ordem aparece sobretudo na diferença entre camisas authentic e versões torcedor. As authentic são as camisas de jogo, com tecido mais leve, aplicação térmica de detalhes, corte mais ajustado e tecnologias como HEAT.RDY ou, em casos específicos mais recentes, Climacool+ em clubes promovidos dentro da estratégia premium. Já as réplicas são pensadas para uso cotidiano, com caimento mais confortável e construção mais orientada ao torcedor comum.

Na prática, pertencer a uma categoria mais alta significa acesso mais amplo a essas linhas avançadas, maior presença em lojas, mais variedade de coleção e uma comunicação visual mais rica. O torcedor do Flamengo já percebe isso quando compara o tratamento dado ao clube com o recebido por outros parceiros da Adidas no Brasil e fora dele. Não por acaso, o Rubro-Negro passou a ser frequentemente citado ao lado de Boca e River como um dos casos mais fortes desse modelo regional premium.

O que essa pirâmide diz sobre o Flamengo

O Flamengo hoje é uma marca tratada como prioridade continental por uma das maiores fornecedoras do planeta. Sua camisa já não é apenas uniforme de jogo, mas produto de lifestyle. A Adidas olha para o clube como um centro de gravidade do mercado brasileiro e como uma peça-chave para sua presença na América do Sul. Embora a elite global ainda seja outra prateleira, o Flamengo está logo abaixo dela, numa posição que muitos clubes tradicionais da Europa e da América gostariam de ocupar.

No fundo, essa história ajuda a desmontar uma velha visão provinciana do futebol brasileiro. O Flamengo pode não estar no mesmo grupo de distribuição planetária do Real Madrid, mas dentro da arquitetura atual da Adidas é uma potência reconhecida, diferenciada e comercialmente tratada como tal. Para um clube cuja força sempre foi medida pela massa, pela estética do manto e pela capacidade de transformar camisa em símbolo, isso não é detalhe de catálogo. É peso de mercado.

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