Flamengo estuda vender Urubu de Lima no Peru após sucesso da camisa

A repercussão da Urubu de Lima começa a produzir um efeito que ultrapassa o mercado brasileiro. O Flamengo estuda uma operação de venda da camisa no Peru, país que serviu de inspiração para o desenho escolhido pela torcida no Manto da Nação. A possibilidade de levar o produto ao mercado peruano ganhou força justamente pela identificação criada entre o uniforme, a cultura local e a história recente do Rubro-Negro na Libertadores.
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O conceito da camisa foi desenvolvido pelo torcedor Marcelo Gluz e escolhido por votação popular entre os projetos apresentados no Manto da Nação. O desenho utiliza como referência os geoglifos de Nazca, no Peru, e estabelece uma ligação visual com Lima e as conquistas continentais do Flamengo em 2019 e 2025. A escolha ocorreu depois de uma mobilização internacional que reuniu mais de 100 mil votos, com participação de torcedores de mais de 120 países e mais de 8 mil propostas submetidas ao projeto.
A resposta comercial veio rapidamente. O Flamengo informou que mais de 20 mil camisas foram vendidas nas primeiras 24 horas de comercialização e, poucos dias depois, a marca ultrapassou 50 mil unidades. O desempenho fez com que o estoque inicialmente definido para a primeira etapa chegasse ao fim, interrompendo as vendas antes que o clube pudesse ampliar imediatamente a oferta.
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Peru entra no radar
É justamente nesse ponto que a possibilidade de uma operação no Peru ganha relevância. O país não aparece apenas como um novo território comercial, mas como parte da própria narrativa criada para o produto. A Urubu de Lima nasceu associada às referências culturais peruanas e à trajetória do Flamengo no continente, e a repercussão entre torcedores daquele país acabou estimulando o clube a avaliar uma forma de comercialização local.
A estratégia também pode representar uma oportunidade para o Flamengo transformar uma ação pontual de produtos licenciados em uma experiência de internacionalização da marca. A camisa já despertou interesse fora do Brasil e, segundo o clube, a avaliação de uma operação peruana ocorre paralelamente às conversas para ampliar a capacidade de produção. Ainda não há, porém, uma data definida para o início das vendas no Peru, nem confirmação de que a operação será efetivamente colocada em prática.
No Brasil, a intenção é encontrar uma nova alternativa de fabricação para atender parte da demanda que ficou de fora do primeiro lote. O modelo adotado pelo Manto da Nação foi diferente do varejo tradicional: a produção da peça vencedora só avançou depois da definição do desenho pela escolha popular, e a quantidade inicial foi estabelecida em conjunto com a fábrica parceira para que os pedidos fossem entregues ainda em 2026.
O sucesso comercial alterou a dimensão do projeto. O que começou como uma votação para escolher uma camisa criada pela própria torcida rapidamente se transformou em um produto com demanda superior à capacidade inicialmente planejada. O Flamengo agora precisa conciliar essa procura com a cadeia de produção, os prazos de entrega e uma eventual expansão para outro mercado.
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Uma camisa que ganhou dimensão internacional
A Urubu de Lima também passou a carregar um peso simbólico maior depois do reconhecimento do Manto da Nação pelo Guinness World Records. O projeto foi registrado como o concurso de desenho de camisa esportiva com o maior número de votos do público no mundo, após superar a marca de 100 mil participações. Na quinta-feira, 3 de setembro, Zico recebeu na Gávea a placa oficial que formalizou o reconhecimento.
A sequência de acontecimentos ajuda a explicar o tamanho alcançado pela iniciativa. Primeiro, milhares de torcedores enviaram desenhos. Depois, mais de 100 mil pessoas participaram da escolha. A Urubu de Lima venceu, chegou ao mercado e superou 20 mil unidades vendidas em apenas um dia. Poucos dias depois, ultrapassou 50 mil camisas comercializadas e o projeto recebeu o reconhecimento internacional do Guinness.
Agora, a próxima etapa pode ser justamente fora do Brasil. Caso a operação seja confirmada, o Peru será o primeiro mercado estrangeiro diretamente associado à comercialização da camisa que nasceu inspirada em sua própria cultura. Para o Flamengo, a possibilidade reúne dois interesses: atender torcedores que ficaram sem o produto e testar a força de uma criação rubro-negra em um país que já demonstrou identificação com ela.
O clube ainda precisa definir como será esse processo e qual será o tamanho de uma eventual nova produção. O que está claro, neste momento, é que a procura pela Urubu de Lima ultrapassou as projeções iniciais e abriu uma discussão que vai além da reposição de estoque. A camisa que surgiu de uma escolha popular agora pode ganhar uma segunda vida comercial justamente no lugar que ajudou a dar identidade ao seu desenho.
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