Flamengo mudou a realidade de clube da Série C
Um jogo de futebol, noventa minutos e um placar mínimo foram suficientes para provocar um impacto financeiro raro no futebol brasileiro. Ao levar o Flamengo para São Luís do Maranhão, em 2025, o Botafogo da Paraíba protagonizou a maior venda de mando de campo da história do país, embolsando R$ 6 milhões. O episódio, pouco explorado fora de mídias segmentadas, expõe como a simples presença do Rubro-Negro altera receitas, acelera projetos e ajuda a reorganizar clubes de menor orçamento, mesmo quando o time carioca entra em campo sem força máxima.
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O acordo envolveu a transferência do mando de uma partida da Copa do Brasil para o Maranhão. A negociação foi intermediada por uma empresa interessada no potencial comercial do Flamengo, capaz de inflar bilheteria, atrair patrocinadores e garantir visibilidade nacional. Do lado do Botafogo-PB, o dinheiro virou oxigênio. Segundo dirigentes do clube, todo o valor arrecadado foi reinvestido em estrutura, incluindo projetos ligados a alojamento de atletas e melhorias internas.
Em entrevista, um dos responsáveis pela gestão alvinegra resumiu o alcance do negócio: “Batemos o recorde do Brasil. Vendemos o maior mando de campo da história para um jogo contra o Flamengo, por R$ 6 milhões, em São Luís do Maranhão. Todo esse dinheiro é investido no clube”. A fala ajuda a dimensionar o efeito imediato da operação, sobretudo para quem convive com a lógica financeira da Série C e da Série B, onde o retorno costuma ser lento e condicionado a acessos.
O dado chama ainda mais atenção quando se observa o contexto esportivo. O Flamengo entrou em campo com formação alternativa, sem a maioria de seus principais nomes. Ainda assim, venceu o confronto por 1 a 0, gol de Joshua, mantendo o favoritismo técnico e cumprindo o papel que justificou o investimento. Não havia garantia contratual de escalação titular, mas isso pouco importou para quem apostou no peso da camisa rubro-negra.
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A comparação com o passado reforça a mudança de patamar. Houve um tempo em que mandos vendidos envolvendo o Flamengo giravam em torno de R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões, geralmente em praças como Brasília. Em poucos anos, esse valor triplicou. O mercado passou a precificar não apenas o jogo, mas o alcance de marca, a mobilização da torcida e o efeito colateral positivo sobre patrocinadores e parceiros comerciais.
O caso do Botafogo da Paraíba é emblemático porque mostra um ganho estrutural concentrado em uma única partida. Para clubes que disputam divisões inferiores, cifras dessa ordem costumam aparecer apenas com anos de estabilidade esportiva ou um raro acesso. Aqui, vieram em noventa minutos, impulsionados pelo Flamengo, ainda que atuando com time reserva.
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Apesar disso, o episódio passou quase despercebido no debate nacional. Analistas influentes e comentaristas de grandes veículos raramente mencionam esse tipo de efeito quando discutem o peso do Flamengo no futebol brasileiro. A crítica costuma ser ruidosa quando o clube vence ou arrecada mais do que os concorrentes, mas o impacto positivo gerado em terceiros raramente vira pauta.
O silêncio incomoda porque distorce a análise. É legítimo questionar receitas, modelos de gestão e desigualdades competitivas. Ignorar, porém, que o Flamengo também movimenta economias locais, injeta recursos em clubes menores e viabiliza projetos que demorariam anos para sair do papel empobrece o debate. No caso do Botafogo-PB, a presença rubro-negra não foi detalhe. Foi a razão de uma transformação concreta, com efeitos que ultrapassam o placar e se projetam no médio e no longo prazo.
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