Infelizmente o “se” não resolve

Infelizmente o “se” não resolve

Mano Menezes fez sua estreia contra o São Paulo no sábado passado, há uma semana. Era — e é — um adversário forte, com “camisa”. Mas faltava-lhe um duelo valendo alguma coisa.

Neste sábado, o “Mané” Garrincha encheu e viu, como diante do Santos na primeira rodada, um time aceso e buscando o gol desde o primeiro minuto. Mano insistiu no 4-4-2 e resolveu mandar a mesma equipe que foi a campo no amistoso contra o São Paulo; quer fazer o time começar a ganhar forma. Posso até ser xingado por dizer isso, mas, depois de tanto tempo, enfim vejo o Leonardo Moura rendendo um pouco em campo. Fazendo aquelas jogadas características dele dos velhos tempos. Como, por exemplo, carregando a bola pelo meio e costurando a defesa adversária. É certo que hoje em dia é difícil vê-lo arrancando em direção à linha de fundo, mas já é um avanço vê-lo correndo novamente.

Contra o Coritiba, também foi notória a disposição do Elias em combater os avanços dos paranaenses — fosse na defesa ou mesmo no campo de ataque.

O Flamengo fez um bom jogo! Foi cedo tentar resolver a partida, do jeito que a torcida espera. Aos 8 minutos, bola deslocada da esquerda para a direita. Paulinho chuta meio lascado e a bola sobra para Marcelo Moreno, que domina e abre o placar. Já no segundo tempo, o Flamengo, sem alterações, volta pra tentar matar o jogo. E faz tudo certo!

Aos 3, escanteio cobrado por Gabriel, que faz a bola viajar e cair na cabeça de Cáceres. O goleiro do Coritiba saiu mal, e a bola foi parar na rede mais uma vez. Se não me engano, foi o primeiro gol dele com a camisa do Flamengo (me corrijam se eu estiver errado).

O Flamengo abria 2 a 0 e tinha a vitória nas mãos. Tinha! Infelizmente, a máxima rubro-negra começava a brotar novamente. O Coritiba começou a comandar o jogo e a impor seu ritmo. Aos 7, escanteio bem cobrado por Alex e bola na cabeça de Chico. Gol do Coritiba! Poderia ser um aviso ao Flamengo para sair mais ao ataque e tentar logo o terceiro gol para matar o jogo. Poderia — e foi!

Pouco tempo depois, Alex empata o jogo e a possível vitória tranquila que o Flamengo construía ganhava tons de dramaticidade. Mano recorreu ao banco e mandou a campo Diego Silva, Val e Rafinha, nos lugares de Cáceres, Gabriel e Carlos Eduardo. Achei um tanto infantil da parte do Mano colocar um volante no lugar de um meia. Mas vida que segue!

O empate era um bom resultado para o Coritiba — líder do campeonato e jogando fora de casa. Para o Flamengo, não bastava. Para o Mano, muito menos.

Se o pênalti do Moreno no primeiro tempo tivesse entrado… Se a bola do Gabriel, que passou perto do ângulo, tivesse entrado…

Infelizmente, o “se” não resolve nada. E fica a lição para o Flamengo e para o Mano, como bem falou Marcelo Moreno ao fim do jogo: o time precisa se doar mais, precisa chegar com vontade na bola.

Que nos próximos jogos isso não falte. Que o Flamengo jogue com raça, como jogou hoje, mas que não relaxe até garantir a vitória — e saiba administrá-la. Para o futebol em si, não foi uma apresentação ruim, mas, para um campeonato como o Brasileiro, precisamos ser mais enérgicos, mais firmes.

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Germano Medeiros