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Lamentável!! Neto perde a linha ao vivo e chama Paquetá de “jogadorzinho” e “medíocre”

Lamentável!! Neto perde a linha ao vivo e chama Paquetá de “jogadorzinho” e “medíocre”

Imagem: Reprodução/Band

A reação de Neto à contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo escancarou mais do que uma opinião dura sobre futebol. Ao vivo, em rede nacional, o ex-jogador perdeu o controle do discurso, reduziu o meia a “jogadorzinho” e “medíocre” e transformou uma análise que poderia ser técnica em um espetáculo de desqualificação pessoal. O episódio ocorreu após a confirmação do retorno de Paquetá ao clube que o revelou, em meio a cifras altas, holofotes e expectativa esportiva.


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A crítica, por si só, não é o problema. Ela faz parte do jogo, sobretudo quando envolve uma contratação milionária. O ponto central está na forma e no conteúdo. Neto construiu seu argumento quase exclusivamente a partir do número de gols, ignorando contexto, função em campo, modelo de jogo e trajetória recente do atleta. Para um meia que atua entre linhas, organiza saída, pisa na área de forma circunstancial e cumpre múltiplas tarefas táticas, a leitura puramente estatística empobrece qualquer debate sério.

Paquetá chega ao Flamengo aos 28 anos, com passagem relevante pela Premier League, Copa do Mundo no currículo e status de jogador valorizado no mercado europeu. Em 2023, esteve na mira do Manchester City em uma negociação que girava em torno de valores próximos a 90 milhões de Libras. Tottenham e Chelsea também monitoraram sua situação recentemente. Não se trata de especulação aleatória, mas de interesse concreto de clubes que operam com centros avançados de análise de desempenho.

Ao comparar os números frios de Paquetá com a exigência de um meia artilheiro, Neto ignora exemplos históricos recentes. Everton Ribeiro, pilar de um dos períodos mais vitoriosos da história do Flamengo, jamais foi definido por grandes temporadas de gols. Ainda assim, foi decisivo em títulos nacionais e continentais, justamente pela inteligência, leitura de jogo e capacidade de potencializar o coletivo. O futebol moderno, aliás, há tempos deixou de avaliar meias apenas pelo número de bolas na rede.

Há também um desvio evidente de tom. O discurso escorrega do comentário esportivo para o deboche, para a diminuição simbólica do atleta, como se a carreira de Paquetá pudesse ser descartada em minutos de televisão. Quando a crítica vira ataque pessoal, o debate se perde. E quando isso parte de alguém que ocupa espaço de influência na mídia esportiva, o efeito se amplifica.

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Outro aspecto que chama atenção é a contradição recorrente. O mesmo mercado que hoje é tratado com desdém foi o que, meses atrás, inflacionou o valor do jogador. O mesmo futebol europeu que servia de selo de qualidade passa a ser relativizado quando o destino do atleta é o Flamengo. Não é um movimento novo. Ele se repete sempre que o clube carioca ocupa o centro da narrativa.

A contratação de Paquetá pode dar certo ou não. Isso será decidido em campo, com bola rolando, encaixe tático, sequência de jogos e resposta física. Antecipar fracassos ou decretar mediocridade antes da estreia diz mais sobre quem analisa do que sobre quem joga. Chamar um jogador consolidado, internacional e formado em alto nível de “jogadorzinho” não é opinião firme. É excesso retórico.

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No fim, o episódio revela um problema maior do que Paquetá. Expõe uma parte do debate esportivo que prefere o ruído ao argumento, o ataque ao contexto e a caricatura à análise. O Flamengo volta a ser o palco, mas a discussão ultrapassa o clube. Trata-se da responsabilidade de quem fala para milhões e da diferença entre criticar futebol e desqualificar pessoas.

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