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LAMENTÁVEL! Parte da Torcida do Benfica apoia jogador acusado de racismo contra Vini Jr.

LAMENTÁVEL! Parte da Torcida do Benfica apoia jogador acusado de racismo contra Vini Jr.

Na vitória do Real Madrid sobre o Benfica pela UEFA Champions League, o que mais chamou atenção não foi apenas a denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior. O episódio ganhou um novo contorno quando parte da torcida encarnada decidiu apoiar publicamente o jogador acusado, transformando a arquibancada e as redes sociais em palco de defesa incondicional antes mesmo de qualquer apuração mais aprofundada.


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Vinícius marcou um golaço, comemorou próximo à bandeirinha e, pouco depois, relatou ter sido chamado de “mono”. Em campo, houve discussão, intervenção da arbitragem e aplicação do protocolo. Fora dele, o debate explodiu nas redes sociais. O que poderia ter sido um momento de reflexão coletiva virou guerra de versões. E ali apareceu um elemento incômodo: o respaldo imediato de torcedores ao atleta denunciado, como se a simples condição de vestir a camisa do clube bastasse para absolvê-lo.

A reação não ficou restrita a manifestações isoladas. Em perfis influentes e grupos organizados, multiplicaram-se mensagens tratando a denúncia como exagero, provocação ou estratégia para desestabilizar o ambiente. Houve quem invertesse a lógica, colocando o foco na comemoração de Vinícius e não na acusação em si. Esse movimento cria um efeito perigoso. Quando a arquibancada fecha questão antes da investigação, o recado que se transmite é que a lealdade clubística vale mais do que o enfrentamento ao racismo.

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O próprio comunicado oficial do Benfica, ao afirmar confiança plena na versão de seu jogador, acabou funcionando como combustível para essa postura. A defesa institucional é compreensível sob a ótica jurídica, mas, somada à mobilização apaixonada da torcida, consolidou uma narrativa de confronto em vez de prudência.

Não se trata de condenar coletivamente uma torcida inteira, mas de observar como parte dela reagiu. O futebol europeu vive sob campanhas constantes contra discriminação, mas a cultura de arquibancada ainda oscila entre a autocrítica e o reflexo automático de proteger o seu. Nesse cenário, a vítima da ofensa acaba submetida a um segundo julgamento, desta vez público e emocional.

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O debate ultrapassa aquele jogo específico. Ele revela como o combate ao racismo não depende apenas de protocolos formais ou punições eventuais. Depende também da disposição de torcedores em reconhecer que defender o clube não pode significar relativizar uma acusação dessa gravidade.

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