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Landim consegue liminar e pode voltar à política do Flamengo

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O ex-presidente do Flamengo Rodolfo Landim obteve, na última quinta (22), uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro que restabelece seus direitos de participação na vida política do clube. A decisão provisória representa um novo capítulo na disputa entre o dirigente e a instituição, que o havia impedido de participar das atividades políticas internas após uma mudança estatutária aprovada em fevereiro de 2026. O afastamento ocorreu em razão de sua ligação com a gestão da SAF do Confiança, no Sergipe.


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A medida judicial não encerra o processo nem representa uma decisão definitiva sobre a legalidade do impedimento. O Flamengo ainda poderá recorrer para tentar derrubar a liminar, enquanto a defesa de Landim sustenta que sua atuação no projeto do clube sergipano não se enquadra nas restrições previstas pelo estatuto rubro-negro.

A mudança no estatuto e o afastamento

A alteração estatutária aprovada em maio passou a proibir expressamente a participação na vida política do Flamengo de associados que exerçam cargos de comando ou gestão, direta ou indiretamente, em outros clubes ou em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A regra foi aplicada a Landim por causa de seu envolvimento com a estrutura empresarial responsável pela SAF do Confiança.

Sócio-proprietário e benemérito do Flamengo, o ex-presidente tinha acesso aos órgãos políticos do clube em razão de sua condição associativa e de sua passagem pelo comando da instituição entre 2019 e 2024. Com o impedimento, perdeu o direito de participar das atividades políticas abrangidas pela medida, incluindo votações e processos eleitorais.

A comunicação oficial sobre o afastamento foi feita em 20 de maio, após a mudança estatutária. Landim contestou a decisão internamente e, posteriormente, levou a disputa à Justiça. Em sua defesa, argumentou que sua participação na SAF do Confiança tinha caráter meramente consultivo, sem configurar exercício efetivo de gestão.

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O que está em discussão na Justiça

O principal ponto de divergência é a natureza da atuação de Landim na empresa ligada à SAF sergipana. A defesa afirma que o papel do ex-dirigente não caracteriza uma posição de comando incompatível com as regras do Flamengo. Já os argumentos apresentados anteriormente pela administração rubro-negra apontavam para uma participação que ultrapassaria a prestação de consultoria.

Documentos relacionados à estrutura empresarial foram usados na discussão sobre o alcance das funções de Landim. A interpretação defendida pelo Flamengo indicava a existência de uma cadeia de comando da qual ele faria parte, o que justificaria a aplicação da nova regra. O ex-presidente, por sua vez, contestou esse enquadramento e passou a questionar também os procedimentos e prazos adotados pelo clube.

Antes da decisão mais recente, Landim já havia tentado obter na Justiça o restabelecimento de seus direitos, mas o primeiro pedido foi negado. Agora, a nova liminar altera provisoriamente a situação e permite que ele volte a participar da vida política rubro-negra enquanto a questão não recebe uma solução definitiva, nos limites estabelecidos pela decisão judicial.

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Reunião de novembro pode ter participação de Landim

A decisão ganha relevância diante da reunião do Conselho Deliberativo prevista para 3 de novembro. Na ocasião, os conselheiros devem analisar temas como o patrocínio da Shopee e alterações no manual de propaganda do uniforme do Flamengo. Caso a liminar continue válida e não seja suspensa até a data, Landim poderá participar da reunião conforme o alcance da determinação judicial.

O cenário, no entanto, ainda pode mudar. O Flamengo tem a possibilidade de recorrer e solicitar a revisão da medida, o que mantém a disputa em aberto às vésperas de uma reunião com assuntos de interesse administrativo e comercial para o clube.

A liminar restabelece provisoriamente a participação política de Landim, mas não elimina o conflito entre a interpretação da defesa e a posição adotada pelo Flamengo ao aplicar o estatuto. A questão central será definir se as funções exercidas pelo ex-presidente na estrutura ligada à SAF do Confiança se enquadram na proibição aprovada pelos associados. Até que haja uma decisão definitiva, tanto os direitos de Landim quanto os efeitos práticos da mudança estatutária permanecem sujeitos aos desdobramentos judiciais.

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