Descrever um título do Flamengo é difícil, assim como os percalços enfrentados pela equipe ao longo da campanha. Podem descrever da forma que quiserem: improvável, impossível, complicado… Mas, como sempre digo e repito: “Para o Flamengo nada é impossível!”. Essas palavras derrotistas não constam em nosso vocabulário favelado.
O imponderável sempre ocorre nessas horas! Coisas que desfazem teses de matemáticos, estatísticos, mágicos, baluartes, oráculos e toda espécie de previsão precoce na análise do futebol.
Eu mesmo, que não entendo nada de futebol bretão, mas amo o esporte, confesso que não acreditei. Só passei a acreditar no título após a classificação sobre o Cruzeiro, ainda nas oitavas de final. Aquele foi o jogo mais difícil de toda a campanha. Dali em diante, o Flamengo foi passando por cima de quem quer que fosse, sem se importar com o adversário.
Gosto do ditado de que “o futebol é uma caixinha de surpresas”, ainda mais porque o Flamengo sempre apronta das suas com a imprensa, os adversários e conosco. Mesmo sendo competições diferentes, não falta comparação com 2009, o ano do hexacampeonato. De desacreditados e possíveis donos de uma vaga no rebaixamento, partimos com tudo rumo ao título do campeonato de pontos corridos mais emocionante da história. É o jeito Flamengo de tornar as coisas inesquecíveis.
Time por time, o de 2009 era bem melhor. Não temos hoje um Petkovic ou Adriano, craques acima da média, mas várias coisas somaram para que a equipe campeã da Copa do Brasil 2013 fizesse com que a conquista fosse inesquecível! A volta ao Maracanã foi um fator fundamental, assim como a sinergia entre time e torcida. Só quem esteve nesses jogos de mata-mata da Copa do Brasil no Maracanã sabe do que estou falando.
Fizemos de um time cheio de “inhos” anônimos codinomes de tons fortes e superlativos como “Brocador” e “Pitbull”. Esses jogadores têm hoje a possibilidade de se tornarem ídolos, pois uma coisa é entrar na história do Flamengo por levantar uma taça, outra é ser quase uma unanimidade no coração da torcida!
Não posso desmerecer o esforço da rapaziada, mas o fator Jayme de Almeida também foi determinante. Pelo menos na Copa do Brasil, o time sempre foi time e, aos poucos, foi alçado ao posto de Flamengo. Alguns abandonaram o barco no caminho, outros se fecharam pelos que ficaram e contaram com o apoio de mais quarenta milhões de apaixonados para empurrá-los.
Esses quarenta milhões enfrentam chuva, sol, longas esperas e não se importam com qualquer dificuldade quando o assunto é a sua maior paixão!!! Nessa quarta-feira, não só a torcida foi agraciada pelo título, mas toda a instituição Flamengo. É um título que traz tranquilidade, mas também responsabilidade aos jogadores, comissão técnica e diretoria!!!! Mas saibam que estamos aqui para dividir o peso e aguentar qualquer perrengue juntos, porque, além de amar, somos fiéis a esse amor mesmo nos momentos de dificuldade!
Obrigado, Flamengo, pela noite inesquecível de quarta-feira! Parabéns a nós, mortais quando sós, imortais quando juntos!!!
Flamengo sempre!!!!
—

