Novo ataque! PVC distorce cronologia para atacar Boto. A verdade sobre pênaltis do Palmeiras
O comentarista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, afirmou em programa esportivo exibido nesta semana que a ausência de pênaltis marcados para o Palmeiras após 3 de outubro de 2025 teria relação com a “gritaria” iniciada por José Boto, dirigente do Flamengo. A declaração reacendeu um debate que mistura arbitragem, narrativa e responsabilidade pública na análise do futebol brasileiro. O ponto central não é se houve ou não pênaltis. É a tentativa de reescrever a ordem dos fatos.
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A fala de PVC parte de um dado estatístico: desde o clássico São Paulo x Palmeiras, quando o alviverde foi beneficiado, árbitros brasileiros não teriam marcado novas penalidades a favor do clube paulista em competições nacionais. Segundo o comentarista, isso seria “informação”. O problema surge quando ele associa esse cenário diretamente à manifestação de Boto.
A linha do tempo
O jogo em questão ocorreu em 5 de outubro. A repercussão foi imediata. Dirigentes do São Paulo concederam entrevistas. O clube publicou nota oficial. Programas esportivos abriram debate naquela mesma noite.
O Flamengo entrou em campo horas depois, contra o Bahia. Após a derrota, Boto foi questionado sobre o ambiente do campeonato e respondeu. Não convocou coletiva extraordinária. Não iniciou o debate. Reagiu a perguntas. Quando falou, a discussão já ocupava redes sociais, emissoras de televisão e comunicados formais.
Ignorar essa sequência altera o entendimento do episódio. Ao afirmar que o dirigente rubro-negro foi o responsável por inaugurar o discurso de suspeição, PVC desconsidera manifestações anteriores de clubes e dirigentes diretamente envolvidos na partida.
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Informação ou construção de narrativa?
PVC sustenta que o número de pênaltis é um dado objetivo. De fato, é possível contabilizar marcações. O que não é objetivo é estabelecer causa e efeito entre declarações públicas e decisões arbitrais subsequentes sem prova concreta.
A sugestão de que árbitros passaram a agir com receio por conta de uma fala específica cria uma hipótese grave. Se verdadeira, indicaria fragilidade institucional da arbitragem. Se não comprovada, alimenta desconfiança generalizada.
Durante o debate televisivo, o comentarista reconheceu lances discutíveis a favor do Palmeiras desde outubro, inclusive apontando um caso que considera indiscutível na Vila Belmiro. Ainda assim, manteve a tese de que a sequência sem pênaltis reforça a narrativa levantada por Abel Ferreira. Ao mesmo tempo, atribuiu a Boto o rótulo de “vitimista” naquele episódio.
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O peso das palavras
O episódio não é isolado. Em ocasiões anteriores, PVC foi criticado por associar o nome de Boto a contextos envolvendo o escândalo do “Apito Dourado”, em Portugal, o que motivou nota oficial do Flamengo. O clube classificou as insinuações como irresponsáveis.
No debate atual, a questão central volta a ser responsabilidade. Comentaristas têm direito à opinião. O que se espera é rigor com a cronologia e distinção clara entre fato e interpretação. Quando a ordem dos acontecimentos é alterada, o público recebe uma versão que pode distorcer a compreensão do caso.
O futebol brasileiro vive de rivalidades intensas. Dirigentes exageram, treinadores pressionam, torcedores reagem. Cabe ao jornalismo manter distância crítica, não escolher protagonistas convenientes para sustentar teses.
Ao final, permanece a pergunta que não foi respondida no estúdio: qual é a evidência concreta de que uma declaração específica mudou o comportamento de árbitros em todo o país? Sem resposta objetiva, o argumento se apoia apenas na retórica.
Novo ataque de PVC a José Boto: comentarista diz que dirigente do Flamengo foi “irônico”
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