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O Meu dia de hexa – Festa flamenga

2009 talvez tenha sido o último ano glorioso de nossas vidas rubro-negras, e não tem como deixar de lembrar os momentos que começaram antes do hexacampeonato.

O campeonato foi difícil e tive a oportunidade de acompanhar diversos jogos no Maracanã para ver Pet e Adriano desfilarem seus talentos no “Templo do Futebol” com maestria. Fui testemunha ocular de jogos históricos, como o 2 a 0 sobre o Fluminense no segundo turno, com dois gols de Adriano; o Flamengo 2 a 1 São Paulo, em que vencemos de virada com a batuta de Pet; o Flamengo 3 a 0 Coritiba, com show de Adriano e Pet… Costumo dizer que melhor do que ver a história passar é fazer parte dela. Assim me senti a cada jogo e com o título conquistado. Isso não tem preço!!!

A semana que antecedeu o jogo contra o Grêmio foi a semana mais longa da minha vida. Como eu queria que chegasse logo o dia da partida. A ansiedade era muito grande. Pena foi não conseguir os ingressos para assistir ao confronto. Primeiro porque, na época, nem se cogitava vender ingressos pela internet e eu não podia largar o trabalho para enfrentar a fila em busca do bilhete. No, vamos dizer, “mercado paralelo”, a cada hora os preços subiam a valores exorbitantes, como R$ 200, R$ 300, R$ 400…

Os dias foram passando e, no sábado, me convenci de que não daria mesmo para ir ao jogo. O jeito era arrumar algum lugar para assistir. Mesmo com todo o clima de euforia e expectativa que emanava em qualquer local onde se encontravam reunidos os rubro-negros, confesso que me batia certo nervosismo, uma apreensão até de certo modo mal-humorada e ranzinza. Porra, como esperei para ver o Flamengo campeão brasileiro. No último título, que havia sido em 1992, lembro muito vagamente e, com precisão mesmo, só do Júnior. Ou seja, o meu envolvimento emocional com aquela decisão de 2009 nem chegava perto do de 1992. Perder o título do mais importante campeonato nacional após dezessete anos de jejum me dava calafrios.

No domingo, o jeito foi ir para a casa da minha tia, onde estaria reunida a flamengagem da família. Não teve jeito! Perdi o jogo mais importante no estádio, mas estava valendo. Bastava o Flamengo ser Flamengo e ganhar o título. Fiquei relaxado até o início da partida. Estava com duas camisas do Flamengo no corpo, por superstição ou algo do tipo. Sei lá! Não sei! Sei que mudei completamente de comportamento quando o jogo começou. Estava tenso ao extremo!

Ver o Flamengo campeão brasileiro já era um sonho que por vezes parecia impossível, mas naquele dia, naquele dia, o sonho era possível. A minha lembrança de título brasileiro era de 1992, com Júnior e companhia, mas esse de 2009 era especial por me sentir parte dessa história. Nem preciso dizer como fiquei quando o Grêmio fez um a zero, né?

O empate do Flamengo, com o gol de David Braz, foi um alívio e tanto para a alma. Uma esperança sem tamanho para um segundo tempo histórico que ocorreria.

O gol de Angelim é um bálsamo para a minha alma. Não contive o choro, a emoção, o grito… Não tem como dimensionar a importância desse gol, a importância que Ronaldo Angelim passou a ter para mim e acredito que também para a torcida do Flamengo inteira. Já nutria profunda admiração pelo “Magro de Aço”, por seu amor à camisa do Flamengo e respeito. Hoje, é um dos meus grandes ídolos.

O fim do meu dia de hexa foi uma festa absurdamente flamenga. Entorpeci-me de pular, gritar e comemorar. Ganhar qualquer campeonato é sempre uma emoção maravilhosa, mas esse Brasileiro de 2009 é, sem dúvida, um dos que mais me marcaram nos últimos anos, assim como o gol de Pet em 2001. O mesmo Pet que voltei a ver dar show em diversos jogos nesse mesmo Brasileiro.

Que me voltem dias como esse, domingos eternos como aquele seis de dezembro de 2009. Que datas assim voltem sempre às nossas vidas e sejam uma constante de novas histórias sendo escritas em tintas de ouro pelo clube que amo: o Clube de Regatas do Flamengo.

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