Paquetá abre mão da Champions League e do dinheiro para retornar ao Flamengo
Lucas Paquetá escolheu falar de renúncia antes de falar de futebol. Na sua apresentação oficial pelo Flamengo, o meia deixou claro que o retorno ao clube não foi consequência de falta de mercado, tampouco um movimento confortável de carreira. Ao contrário. Foi uma decisão construída a partir de perdas conscientes, financeiras e esportivas, assumidas em nome de um desejo pessoal que ele próprio resumiu como voltar para casa.
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Sem rodeios, Paquetá revelou que abriu mão da possibilidade de disputar a Champions League. Depois de sete temporadas no futebol europeu, o torneio finalmente surgia como opção real, inclusive com conversas avançadas para permanecer no continente. A escolha, no entanto, foi outra. O jogador afirmou que colocou esse sonho na balança ao lado da chance de reconstruir sua trajetória no Flamengo e optou pelo caminho que acreditava ser o mais honesto consigo mesmo e com a família.
A renúncia não se limitou ao plano simbólico. Paquetá contou que pagou do próprio bolso os custos do avião para estar à disposição do clube na Supercopa, mesmo em meio a uma negociação complexa e ainda em andamento. Também admitiu ter aberto mão de dinheiro e de condições contratuais mais vantajosas para viabilizar o retorno imediato. Detalhes que, segundo ele, raramente chegam ao torcedor, mas que ajudam a compreender o peso da decisão.
Em tom sereno, o meia explicou que nada disso foi imposto. Não houve pressão externa nem chantagem emocional. Foi uma escolha pessoal, construída a partir da busca por felicidade e equilíbrio, tanto dentro quanto fora de campo. Paquetá destacou que o Flamengo ofereceu estrutura, respaldo e um projeto esportivo sólido, mas deixou claro que o impulso final veio de dentro, da vontade de se sentir novamente pertencente.
Ao ser questionado sobre o porquê de precisar do Flamengo, Paquetá evitou respostas técnicas. Não falou em visibilidade, Seleção ou números. Falou de identidade. Disse que cresceu no clube, que ali é sua casa e que certos vínculos não se explicam racionalmente. O discurso, longe de soar ensaiado, revelou um jogador disposto a assumir o risco de voltar sabendo que a cobrança seria proporcional ao gesto.
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O contrato de cinco anos foi tratado como consequência natural dessa escolha. Paquetá afirmou que não voltou para cumprir tabela nem para encerrar a carreira, mas para construir uma história vencedora. O tempo longo de vínculo, segundo ele, reflete a confiança no projeto e a convicção de que haverá oportunidades reais de disputar títulos e celebrar com a torcida.
Mesmo reconhecendo a frustração pela perda da Supercopa e o erro no lance decisivo, o jogador fez questão de separar os planos. O episódio ficou registrado como ponto de partida, não como definição. Paquetá reforçou que a experiência adquirida na Europa o tornou mais preparado para lidar com momentos adversos e seguir trabalhando, sem fuga da responsabilidade.
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A apresentação terminou com uma mensagem clara: o retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo não é fruto de nostalgia nem de conveniência. É uma aposta de alto custo pessoal, sustentada por escolhas que envolvem abrir mão de dinheiro, de prestígio internacional e de sonhos esportivos imediatos. Em troca, ele busca algo que, segundo suas próprias palavras, não se compra nem se negocia: a sensação de estar onde sempre quis estar.
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