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Samuel Lino critica cobranças no Flamengo, mas desempenho preocupa e reacende alerta de 2023

Samuel Lino critica cobranças no Flamengo, mas desempenho preocupa e reacende alerta de 2023

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Em entrevista ao portal ge, o atacante Samuel Lino comentou as cobranças que o elenco do Flamengo vem recebendo neste começo de temporada. Campeão dos principais torneios no ano anterior, o clube iniciou 2026 cercado de expectativa alta, investimento pesado e resultados abaixo do esperado. Ao classificar a pressão como exagerada, o jogador abriu um debate que vai além de placares: trata-se de desempenho, postura competitiva e memória recente.


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Lino argumentou que o time vem de conquistas relevantes e que a ausência de uma pré-temporada ideal ajuda a explicar oscilações. Citou a perda da Supercopa e um início que foge ao padrão que o torcedor se habituou a ver. Disse acreditar na evolução natural com o passar das partidas. A fala, porém, encontrou resistência imediata entre analistas e parte da arquibancada.

O que está em discussão não é só resultado

O ponto central não está restrito às derrotas. É o modo como elas ocorrem. O Flamengo pode perder jogando bem, controlando ações, criando oportunidades e sendo superado por detalhes. Isso faz parte do futebol. O problema é quando a equipe não se impõe nem ofensiva nem defensivamente.

No mesmo recorte do calendário do ano passado, o sistema defensivo havia sofrido apenas um gol. Agora, no mesmo estágio da temporada, o número já ultrapassa a casa de dois dígitos. Em partidas recentes, a equipe apresentou fragilidade na recomposição, falhas individuais incomuns e dificuldade na construção de jogadas. Contra o Lanús, houve apenas uma finalização no alvo. Dado que, isoladamente, já explica boa parte da irritação.

A crítica não nasce da impaciência gratuita. Ela se sustenta em indicadores concretos de rendimento. O torcedor percebe quando o time compete e quando apenas ocupa o campo.

A sombra de 2023

A lembrança de 2023 paira como alerta. Naquele ano, após uma temporada vitoriosa, o discurso interno também relativizou cobranças. O argumento era semelhante: o grupo havia conquistado títulos recentemente e merecia crédito. O que se viu meses depois foi um elenco instável, trocas de comando e perda de protagonismo nas competições.

O risco de repetir o roteiro preocupa. Futebol é cíclico, mas não tolera acomodação. Conquistas passadas não blindam contra quedas futuras. Cada temporada recomeça do zero. Troféus ficam na galeria, não entram em campo.

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Investimento e expectativa

O clube ampliou o orçamento, reforçou o elenco e manteve a base técnica. Houve contratações de peso e renovação de confiança na comissão. O discurso institucional foi de continuidade e ambição. Nesse cenário, a cobrança não é desproporcional; ela acompanha o tamanho do projeto.

Quando Lino sugere excesso, parte da torcida entende como sinal de desconexão com a realidade. A insatisfação não é com o tropeço isolado, mas com a falta de intensidade e organização. Vitória circunstancial não apaga atuação frágil. Um triunfo recente, conquistado sem brilho, não resolve a sensação de descontrole coletivo.

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Calendário e risco competitivo

O calendário deste ano tem peculiaridades. A pausa no meio da temporada, por conta da Copa do Mundo, pode servir como momento de ajuste. Também pode representar atraso irreversível caso a equipe acumule distância da ponta da tabela do Brasileirão antes da interrupção.

Desempenho consistente amplia a probabilidade de vitória. Rendimento irregular reduz margens. Se a produção continuar aquém do esperado, a pausa poderá chegar com o Flamengo fora da disputa direta pelo topo. Recuperar terreno exige mais do que contratações pontuais; demanda identidade e padrão de jogo consolidados.

A entrevista de Samuel Lino não é um problema em si. Jogadores têm direito à própria leitura do momento. O que preocupa é a possibilidade de que o discurso reflita uma mentalidade interna conformada com o que já foi conquistado. Em clubes de alta exigência, passado serve como referência, não como abrigo.

O Flamengo ainda tem tempo para corrigir rumos. Mas tempo, no futebol, costuma ser mais curto do que parece.

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