Suspiro de alívio

Suspiro de alívio

Dois gols e jogo sob controle, mas, em apenas um lance, o Flamengo quase põe tudo a perder. Para enfrentar o Internacional nesta quinta-feira, o Flamengo foi no mesmo 4-4-2, com: Felipe; Leonardo Moura, Chicão, Frauches e João Paulo; Amaral, Elias, Luiz Antônio e André Santos; Paulinho e Hernane. Felipe retornou após problemas médicos e suspensões; com a suspensão de Wallace, Frauches entrou em seu lugar e… Carlos Eduardo, após passar mal (será?), deu lugar a Luiz Antônio.

Quis começar fazendo questão de mostrar a escalação detalhada para mostrar que Jayme vem mantendo a base desde que assumiu. É assim, inclusive, que se ganha entrosamento. Entrosamento este que o Internacional definitivamente não tem na linda Rio de Janeiro. Se o Sul é o terror do Flamengo, o Sudeste (Rio de Janeiro/nossa casa) é o terror dos gaúchos. O Internacional não nos vence em nossos domínios desde 2006, quando o fez por 2 a 1, quando Fernandão ainda jogava pelo clube gaúcho. Mas hoje, o panorama dos últimos anos se seguiu.

O Inter começou fechado, não acho que retrancado, mas fechado. O Flamengo foi tocando bola, tentando abrir espaços aos poucos, e começou a encontrá-los na direita. E por ali foi forçando. Aos 16, Elias vê a subida em velocidade de Paulinho e lança-o na frente. Paulinho recebe, conduz e bate da entrada da área, para fora, mas assustando Muriel, que ainda não havia sido ameaçado em todo o jogo.

Se o Flamengo, na base da ‘força’, ia conseguindo chegar aos poucos, o Inter respondia lá atrás, mesmo que na sorte, às vezes. A primeira com Leonardo Moura e a segunda com Chicão. Ambos se enrolaram com a bola e viram Otávio, por duas vezes, assustar Felipe e a torcida. Ainda tivemos uma terceira em que Amaral, ao tentar chutar para longe, afastando o perigo, quase marca contra — bola desviando em Frauches e saindo por cima do gol de Felipe.

Com Carlos Eduardo fora, Luiz Antônio era talvez o único ‘perdido’ num meio-campo com três jogadores já entrosados. Mas, graças à sua objetividade, não sofreu. Junto de Elias, comandou o meio-campo e fez o Flamengo rumar à vitória.

Aos 28, Amaral rouba a bola no meio-campo e serve Paulinho na direita, que toca em Elias, que deixa para Léo Moura chegar batendo de pé direito e abrir o placar. Troca rápida de passes, calma e a simplicidade que, no futebol, muitas vezes, vale mais do que os toques bonitos e plásticos.

Para o segundo tempo, Clemer trouxe um Inter incisivo, que teria que pressionar a saída de bola do Flamengo e fazê-lo desestabilizar, assim conseguindo o empate.

Leandro Damião, em seu primeiro lance de perigo no jogo, chutou no giro e Felipe voou literalmente para espalmar a bola. O Inter pressionava, apertava, e ao Flamengo cabia fazer o segundo e, após, administrar o resultado.

O Flamengo subiu ao ataque e tentou voltar a jogar com tranquilidade, tentou ser soberano no campo em que sempre foi rei. E o autor do primeiro gol lá estava para participar da jogada do segundo. Aos 26, Paulinho percebeu a passagem de Leonardo Moura pela direita e tocou entre a marcação. Léo Moura cruzou e achou Hernane praticamente sozinho para finalizar e nos garantir os 3 preciosos pontos. Hernane Brocador, artilheiro, mito, gênio. Confesso que exagero nessas palavras, mas você escolhe o que quiser para chamá-lo. O fato é que o mesmo vem resolvendo sempre. Não tem grife, não é de pedalar, driblar três e tocar por cima, nem de chutar forte de longe, mas, na área, é com ele.

Após o gol de Hernane, ainda faltavam pouco mais de 20 minutos para o fim. Tempo de Clemer lançar Rafael Moura e vê-lo mudar a cara do jogo, pelo menos até o fim.

Aos 36, Chicão perdeu no alto para o próprio Rafael Moura, que cabeceou no canto direito de Felipe e diminuiu. O Inter não empatava àquela altura, mas bastou aquele gol para meter medo no Flamengo até o fim.

A pressão começou de vez e perdurou até o último ato do árbitro. Rafael Moura, autor do gol, ainda foi ‘agarrado’ por Frauches. O Inter bradou pênalti. Mas nada! Felipe ainda fez defesa milagrosa. O Inter colocava a bola na área, o Flamengo vinha de carrinho, de testa, de bico da chuteira, de tudo que era jeito, e tirava o perigo dali.

No fim, o suspiro de alívio e os 37 pontos garantidos. O Flamengo vence mais uma, chega aos 37 pontos, vai à 7ª posição e encosta ainda mais no G4. E, diferente do que falei aqui antes do jogo contra o Vasco… Flamengo, entre em campo no domingo para morder, sufocar e destruir o Botafogo. Domingo é contra o Foguinho, o Chorão, o time-foca (que sobe, faz uma graça e desce para voltar ao normal), mas é bom não se garantir. Sim, é freguês, é a piada do Rio, mas é em clássico que tudo pode mudar. E uma derrota logo agora pode pôr tudo a perder.

Germano Medeiros
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