A possível terceira camisa do Flamengo para a temporada 2026/27 voltou a colocar a história do clube no centro da discussão sobre uniformes. De acordo com informações divulgadas pelo Foot Headlines, site especializado em vazamentos e projeções de materiais esportivos, o novo manto alternativo da Adidas terá predominância vermelha, detalhes em branco e preto, uso do logotipo Trefoil e substituição do escudo tradicional do futebol pelo emblema histórico do remo. O modelo ainda não foi lançado oficialmente, mas a imagem apresentada pelo portal se aproxima do que foi visto por conselheiros.
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A camisa, se confirmada nos moldes apresentados, seguirá uma linha que a Adidas já vem explorando em clubes de elite: o uso de elementos clássicos da própria marca e símbolos históricos das instituições para criar uniformes alternativos com apelo de memória, moda e colecionismo. No caso do Flamengo, a escolha pelo escudo do remo não é apenas uma decisão estética. Ela toca diretamente na origem do clube, fundado em 1895 como uma agremiação náutica, muito antes de o futebol se tornar o principal motor esportivo e popular da instituição.
O vazamento indica um uniforme vermelho com grafismo ondulado e pequenas referências ao emblema do remo espalhadas pela peça. A proposta é uma homenagem visual ao mar, às regatas e ao primeiro Flamengo, aquele que nasceu antes dos grandes títulos no gramado e da transformação em uma das maiores marcas esportivas do continente. A gola, segundo as informações comentadas, ainda não teve desenho final plenamente confirmado, mas a projeção aponta para um acabamento redondo, com combinação de cores que reforçaria a identidade rubro-negra sem abandonar a inspiração náutica.
Um manto alternativo com raiz histórica
A grande força da possível terceira camisa está no diálogo entre passado e presente. O Flamengo moderno é uma potência de futebol, mídia, consumo e audiência, mas a sua origem está no remo. Quando a Adidas utiliza o emblema náutico, ela não está apenas trocando um escudo por outro. Está recuperando uma camada da história rubro-negra que muitas vezes fica em segundo plano no debate cotidiano dominado por contratações, escalações, técnicos, títulos e crises políticas.
O Flamengo não nasceu como clube de futebol. A instituição começou no mar, em um ambiente de regatas, barcos, rivalidades náuticas e sociabilidade carioca do fim do século XIX. O futebol veio depois e acabou se tornando o rosto mais conhecido do clube, mas o remo permanece como matriz simbólica. Por isso, o uso do escudo histórico em camisas de jogo costuma gerar identificação entre torcedores que valorizam a memória institucional.
Essa não seria a primeira vez que a Adidas apostaria nesse caminho. A camisa branca de 2019, é frequentemente citada como uma das peças mais bonitas produzidas pela marca no Flamengo justamente por usar referência ao escudo do remo. A diferença é que, naquele modelo, o emblema vinha com outra moldura e aplicação. Na nova projeção, a marca náutica apareceria em branco, de forma mais limpa, destacada sobre o vermelho.
A escolha também reforça uma mensagem institucional importante. O Flamengo não é apenas futebol. É remo, basquete, vôlei, ginástica, esportes olímpicos, sede social, torcida, cultura e história. Uma camisa inspirada nas origens náuticas ajuda a lembrar que o clube tem múltiplas dimensões, mesmo que a bola concentre a maior parte da atenção pública.
O Trefoil e a estratégia retrô da Adidas
Outro elemento que chama atenção é o uso do Trefoil, o logotipo clássico da Adidas, no lado direito do peito. A marca alemã tem usado esse símbolo em camisas alternativas e coleções de clubes para aproximar futebol, nostalgia e streetwear. O Trefoil carrega uma memória visual diferente das três barras modernas usadas nos uniformes de performance. Ele remete a um universo retrô, casual, urbano e colecionável.
No Flamengo, esse detalhe tende a ter forte apelo comercial. A torcida rubro-negra costuma responder bem a uniformes que combinam história, design e diferenciação. Camisas alternativas não precisam seguir a liturgia do manto principal nem a sobriedade do uniforme branco. Elas funcionam como campo de experimentação, desde que respeitem a identidade do clube e não pareçam desconectadas de sua trajetória.
O visual vermelho com detalhes em branco e preto pode criar um meio-termo interessante entre tradição e novidade. O vermelho, nesse caso, não substitui o rubro-negro listrado, mas oferece uma leitura diferente da paleta do clube. O branco do Trefoil e do escudo do remo tende a dar contraste, enquanto o preto ajuda a amarrar a camisa à identidade central do Flamengo.
A avaliação feita no vídeo é bastante positiva. O desenho vazado foi tratado como muito próximo do modelo visto na votação e descrito como lindo, espetacular e fiel à proposta aprovada. Ainda assim, há cautela sobre detalhes finais, principalmente na gola, nas texturas e na aplicação de elementos gráficos no tecido.
A dúvida entre versão de jogo e versão torcedor
Um ponto importante levantado no comentário é a possível diferença entre a camisa de jogo, também chamada de versão autêntica, e a camisa de torcedor. Essa discussão ganhou força nos últimos anos porque algumas coleções da Adidas apresentaram diferenças não apenas de tecnologia, mas também de design entre as duas versões.
Na prática, a camisa autêntica costuma trazer tecido mais leve, cortes voltados à performance, aplicação diferente de escudos e logos, além de detalhes que podem não aparecer com a mesma qualidade na versão vendida de forma mais ampla ao torcedor. Em alguns casos, a diferença é pequena e está concentrada na tecnologia. Em outros, muda a percepção visual do uniforme.
No caso da terceira camisa do ano anterior, a diferença entre versão torcedor e versão de jogo foi considerada significativa. Ainda que os dois modelos tenham sido elogiados, havia aplicações e acabamentos que tornavam as peças distintas. Por isso, a pergunta sobre a camisa de 2026/27 é pertinente: o padrão ondulado, as miniaturas do emblema do remo e os detalhes de textura estarão igualmente presentes nas duas versões ou ficarão mais evidentes apenas na camisa autêntica?
As camisas um e dois do Flamengo no ciclo mais recente, segundo a análise, não apresentaram diferenças relevantes de desenho entre os modelos. As mudanças ficaram mais restritas à tecnologia, ao tipo de aplicação do escudo e ao logo da Adidas. Isso aumenta a expectativa para saber qual será a estratégia da marca no terceiro uniforme, especialmente porque peças alternativas costumam explorar mais detalhes gráficos.
A comparação com a camisa de goleiro
A possível terceira camisa foi comparada à camisa vermelha de goleiro usada pelo Flamengo em 2025. A semelhança estaria na cor predominante, no uso do Trefoil, na presença do escudo do remo e em um visual mais limpo, com forte apelo histórico. Essa comparação ajuda o torcedor a imaginar o caminho escolhido pela Adidas, embora a camisa de linha tenha detalhes próprios e, segundo a projeção, um padrão gráfico mais elaborado.
A camisa de goleiro serve como referência porque já mostrou que a combinação entre vermelho, Trefoil e emblema náutico funciona bem visualmente. Ela também testou uma linguagem que dialoga com memória e moda, algo que a Adidas tem usado com frequência em coleções recentes. Se a terceira camisa seguir esse mesmo espírito, mas com acabamento mais trabalhado, há potencial para ser uma das peças mais desejadas da temporada.
A dúvida fica nos detalhes. A projeção mostra frisos, texturas e grafismos no tecido, mas o comentário indica que nem todos esses elementos foram lembrados com precisão a partir da votação interna. Isso é natural, já que materiais vazados podem se basear em mockups, informações parciais ou versões ainda não finalizadas. O desenho geral parece consistente, mas a confirmação dependerá do lançamento oficial.
Ainda assim, o conjunto descrito é promissor. Uma camisa vermelha, com referências ao remo, Trefoil branco, padrão ondulado e acabamento: o torcedor que gosta de memória, o colecionador que valoriza design e o consumidor que busca uma peça bonita para uso fora do estádio.
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Adidas vive bom momento em coleções do Flamengo
A análise também cita o bom desempenho recente da Adidas nas coleções do Flamengo. A terceira camisa da temporada anterior, em branco sujo e dourado, foi elogiada tanto na versão torcedor quanto na versão de jogo. A marca teria acertado não apenas no manto alternativo, mas na coleção inteira, com investimento forte de marketing e variedade de produtos.
Esse contexto importa porque o Flamengo se tornou um dos principais ativos comerciais da Adidas no Brasil. A torcida compra, comenta, cobra, compara e transforma cada lançamento em debate público. O uniforme deixou de ser apenas roupa de jogo. Ele virou notícia, produto de moda, item de colecionador, símbolo de pertencimento e pauta permanente nas redes sociais.
Até dezembro de 2025, a coleção anterior teria sido o maior lançamento já feito pela Adidas em relação ao Flamengo, tanto pelo investimento de marketing quanto pela variedade de produtos. Esse tipo de informação ajuda a explicar por que a terceira camisa de 2026/27 desperta tanta expectativa antes mesmo da confirmação oficial. O mercado sabe que um bom manto rubro-negro movimenta torcida, mídia e receita.
A Adidas, quando acerta no Flamengo, não vende apenas tecido. Ela vende memória, identidade e status de torcedor. Por isso, cada detalhe importa. O escudo escolhido, a gola, a textura, a tonalidade do vermelho, o tipo de aplicação, o posicionamento das três listras e a diferença entre versões podem transformar uma camisa em sucesso ou gerar rejeição imediata.
O escudo do remo e a força dos símbolos
O escudo do remo tem uma força especial porque remete à fundação do Flamengo. Ele carrega âncoras, monograma, referências náuticas e uma estética muito própria. Quando bem aplicado, cria uma peça diferente sem trair a identidade do clube. Esse equilíbrio é raro em uniformes alternativos, que muitas vezes tentam inovar tanto que acabam se afastando da história que deveriam representar.
Se a camisa vazada for fiel ao modelo aprovado internamente, a tendência é que o lançamento seja bem recebido. A combinação entre vermelho, Trefoil, escudo do remo e grafismo ondulado tem todos os elementos para produzir uma peça forte. A cautela fica por conta do acabamento final, da gola e da fidelidade entre versão de jogo e versão torcedor, pontos que só poderão ser avaliados com precisão quando o uniforme for oficialmente apresentado.
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Um uniforme que olha para o mar para falar com o presente
A possível terceira camisa do Flamengo para 2026/27 mostra como um uniforme pode ser mais do que uma peça esportiva. Quando a Adidas recupera o escudo do remo e usa um grafismo inspirado em ondas, ela transforma a origem do clube em linguagem visual contemporânea. O resultado, se confirmado, será uma camisa que olha para o mar para falar com o presente.
O Flamengo vive de sua popularidade no futebol, mas se sustenta em uma história mais ampla. O clube que hoje mobiliza milhões em estádios, transmissões e redes sociais nasceu das águas. Toda vez que essa memória reaparece em um uniforme, há uma lembrança simbólica de que a grandeza rubro-negra não começou no gramado, embora tenha se expandido de forma gigantesca por ele.
O debate sobre a camisa também revela a maturidade do torcedor como consumidor e guardião da identidade do clube. A Nação discute escudo, Trefoil, textura, gola, versão torcedor, versão autêntica, referência histórica e coerência visual. Isso mostra que o uniforme do Flamengo deixou de ser apenas anúncio de fornecedora. É um capítulo da relação entre marca, clube e torcida.
A Adidas parece ter entendido que o terceiro manto pode ser o espaço ideal para contar histórias. Se o modelo final confirmar as informações vazadas pelo Foot Headlines e a lembrança de quem participou da votação, o Flamengo terá uma camisa alternativa com apelo histórico, bom potencial comercial e forte ligação com suas raízes. Em um mercado cada vez mais competitivo, esse é o tipo de peça que não depende apenas da beleza para funcionar. Ela funciona porque tem sentido.
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