Déjà vu

Ainda na época da eleição em 2012, os militantes azuis se orgulhavam em dizer que o que queriam para o Flamengo eram dirigentes de sangue novo, sem os ranços de quem era considerado amador, antiético e antiprofissional. Mostravam que aqueles dirigentes eram diferentes!

Pois os casos recentes de demissão mostram que estamos assistindo a um “Deja vu”. Ações que nivelam por baixo o nosso atual departamento de futebol a todos os outros que já passaram pelo Clube.

É normal a demissão de um técnico, de um jogador e até mesmo de um dirigente. Isso ocorre no futebol todos os dias. O que é anormal é quem discursa com orgulho o profissionalismo e agem justamente igual aquém eles tanto apontaram como a figura do atraso. Lembram da demissão do Vanderlei Luxemburgo em 2012? Lembram de como Patrícia conduziu o caso? E praticamente igual ao que foi feito com Jayme, Falei sobre o caso na época (Tchau Luxa, bem-vindo Papai Joel):

“A forma como Patrícia Amorim conduziu essa história é que não concordo em nada. Antes do jogo contra o Real Potosí, falou que o técnico tinha grande possibilidade de sair. Depois do jogo, falou que o técnico ficaria e não havia dado tais declarações. No dia seguinte de repente, anuncia o que todo mundo sabia: A demissão de Vanderelei Luxemburgo. Incrível que até quando ela pode fazer algo de bom ao futebol do Clube, ela faz de forma errada. Cadê a ética que Patrícia cobrou do presidente do Fluminense? Ficou feio demais como a situação foi conduzida e o pior é que o nome FLAMENGO vai à frente disso tudo.”

Não estou defendendo o Jayme. Nem sei se ele deveria ficar ou não. Penso que profissionalismo deve transcender para além das palavras, que respeito não se aprende em Harvard e que caráter não se obtém em currículos. Isso se aprende na infância com os nossos pais e carregamos dentro de si para o resto da vida. O que foi feito com Jayme é imoral!

Não quero só um Clube que pague em dia, fato que me orgulha muito hoje, mas também dirigentes com vergonha na cara, caráter e profissionalismo. Hoje sinto vergonha pelo que foi feito com o Jayme. Vergonha pelo que foi feito com o profissional que foi importante ao assumir o time num momento delicado nos levando a glória de um titulo nacional, vergonha pelo que foi feito pela falta de consideração com a história do Jayme como jogador do Flamengo, vergonha pelo que foi feito com o ser humano Jayme que merecia mais respeito!

A nota oficial (http://bit.ly/NotaFlamengoJayme) do Clube publicada às 19 horas não ameniza a situação. Dizer que já estava prevista essas decisões é no mínimo cômico. O Clube não esperava demitir Jayme e Pelaipe nesse momento, na quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Culpar o Ancelmo Góis pelo furo dado em sua coluna no jornal O Globo (http://bit.ly/OgloboAncelmoGois) logo pela manhã só deixa claro que há um informante dentro do Clube dando informações a jornalistas. Isso também foi prometido acabar quando assumissem o Clube. A culpa é de quem vazou a informação, o papel do jornalista é informar!

Não sei se nas suas empresas, nossos dirigentes conduzem um processo de demissão desta forma, mas defender ou argumentar como normal o que aconteceu com Jayme é ser mais baixo do que quem conduziu essa balburdia!

Agradeço ao Jayme pelas vitórias que nos trouxeram dois títulos! Que consiga prosseguimento em sua carreira! Obrigado Jayme!

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