Mengão acima das aparências

Dia desses, na curta pausa para o almoço no escritório,entre uma garfada e outra, demos para discutir religião. Inocentemente falei sobre como deixei de frequentar determinada instituição em detrimento ao meu amor pelo Flamengo. Nela, o meu fanatismo não era aceito, e eu não tive vontade de enganar as pessoas, uma vez que, acreditando em Deus, não poderia enganá-lo. Hipocrisia jamais foi o meu forte. Tentei encontrar o Deus em que acredito de outras formas, um pouco sentida pelo retiro forçado, mas ciente de que não poderia ser de outra forma, e satisfeita em acreditar ter encontrado mesmo assim.Flamengo sempre foi mais que uma certeza de emoções fortes. O Flamengo sempre representou algo tão forte em minha vida, que mesmo quando imersa em problemas não tinha condições mentais para acompanhar uma partida esportiva, algo dentro de mim me recrutava, como se fosse, e sei que é, um dever. Acabava que enfim, os problemas se ocultavam e o dever virava um prazer inigualável. O fato é que enquanto eu tentava argumentar, ouvia severas críticas, e alguns adjetivos nem tão agradáveis.Voltei a me concentrar no meu almoço, pois o tempo era curto e corria, e não se pode explicar certas sensações a pessoas que certamente jamais as tiveram.

A felicidade de fazer parte da Nação, compensa a ignorância de terceiros.E para ter direito a ela, tive orgulho de hastear a nossa bandeira nos nossos momentos mais aborrecidos. E isso para off-Rio, é mais duro, acreditem. São projetos de ofensa que não cessam. Sobre o hoje, Libertadores é questão complicada.Além da necessidade de uma vitória complicadíssima na casa alheia, e de driblar a pressão em nosso próprio território, com o pensamento chato de que fomos eliminados tantas vezes nessa fase em que estamos, com elencos superiores, inclusive. Mas jamais desanimamos. Mantemos a fé. Sempre. E mesmo que pensamentos pessimistas apareçam as vezes, O Flabasket tratou de animar geral. O Mengão em quadra, a cada cesta fez vibrar a Nação no país do futebol. O que dizer do Maracanãzinho explodindo em festa? O que falar de Marcelinho, se fazendo ídolo a cada temporada? O que falar desse time fantástico que contagia até defunto? Sei não, Mengão. Muito orgulho para um coração só. Negar isso tudo para agradar falsos profetas, seria mais que burrice. Mengão acima das aparências. Troco elogio de gente incapaz de aceitar as escolhas alheias, por essa alegria toda.

O Mengão dá a minha vida, cor. O seu escudo é a primeira imagem que vejo ao acordar, e isso me faz um bem indescritível. E sei que não posso obrigar as outras pessoas a entender isso. Grande parte delas, não vive, apenas existe. Sem um ideal, sem um sonho, sem uma paixão. Isso é uma tristeza sem fim.

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