Ainda dói! Danilo Lavieri critica Pulgar, ignora números e passa recibo após Flamengo x Corinthians

Ainda dói! Danilo Lavieri critica Pulgar, ignora números e passa recibo após Flamengo x Corinthians

O jornalista Danilo Lavieri, comentarista do UOL e assumidamente torcedor do Palmeiras, voltou ao centro de uma controvérsia após analisar um lance envolvendo Pulgar na final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians, disputada no último domingo (1), em Brasília. A crítica, feita no dia seguinte à decisão, reacendeu debates sobre seletividade no discurso, memória curta no futebol brasileiro e a forma como determinadas narrativas são construídas quando o resultado não agrada.


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A discussão ganhou corpo depois que um vídeo produzido por páginas ligadas ao universo rubro-negro passou a circular nas redes, destacando contradições no comentário de Lavieri. O foco foi a insistência em classificar Pulgar como um jogador “violento”, mesmo em uma partida na qual o volante chileno não liderou o número de faltas cometidas. Em campo, o Corinthians terminou o jogo com mais de 30 infrações, enquanto Bidon, por exemplo, fez seis ou sete faltas ao longo da decisão. Ainda assim, o nome que permaneceu em evidência foi o do camisa 5 do Flamengo.

A crítica seletiva e o lance isolado

O lance citado por Lavieri envolveu um choque de Pulgar com Memphis Depay, interpretado pelo comentarista como mais um episódio de jogo duro excessivo. O árbitro não marcou falta, tampouco houve revisão do VAR. A jogada seguiu, como tantas outras em finais marcadas por intensidade física. O incômodo, porém, não esteve no episódio em si, mas no peso que ele recebeu na análise posterior.

A reação de torcedores e analistas foi imediata. O questionamento central foi simples: onde estava essa mesma preocupação quando Felipe Mello, em diferentes temporadas, protagonizou entradas duras cem sua passagem pelo Palmeiras, algumas delas amplamente registradas e debatidas? Ou quando Gustavo Gómez e Raphael Veiga se envolveram em lances semelhantes, incluindo a final continental em que Carrascal saiu atingido por uma solada na canela? Nessas ocasiões, o tom não foi o mesmo, tampouco houve a construção de um rótulo permanente.

Linha do tempo de uma rivalidade recente

O episódio não pode ser lido de forma isolada. Ele se insere em um contexto mais amplo de rivalidade recente, alimentada por decisões diretas. Nos últimos anos, Flamengo e Palmeiras se enfrentaram em finais de Libertadores, Supercopa e confrontos decisivos no Brasileiro. O saldo esportivo é conhecido e, para parte da torcida palmeirense, ainda indigesto.

Na Supercopa mais recente, Flamengo e Corinthians protagonizaram a última decisão. Antes disso, uma provocação nas redes sociais, com a imagem simbólica de “pai e padrasto”, publicada sem qualquer menção direta a clubes, foi suficiente para gerar uma reação em cadeia. Nenhum nome foi citado. Ainda assim, a comunidade palmeirense assumiu o alvo da provocação, passou a se acusar mutuamente e, na prática, confirmou a leitura que tentava rebater.

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Quando a carapuça encontra a cabeça

A força simbólica do episódio está justamente aí. Flamengo e Corinthians, rivais históricos, raramente caminham juntos no campo da provocação. Ainda assim, bastou uma postagem ambígua para que torcedores do Palmeiras se sentissem diretamente atingidos. Não houve esclarecimento oficial, nem confirmação de destinatário. A leitura foi feita por quem se sentiu incluído na narrativa.

O argumento levantado por analistas independentes é direto: a provocação poderia ser dirigida a outros clubes, como o Vasco, derrotado recentemente pelo Flamengo e também superado pelo Corinthians na última Copa do Brasil. Mas essa possibilidade sequer entrou no debate. A reação foi imediata, emocional e reveladora.

Pulgar como símbolo incômodo

Dentro desse cenário, Pulgar passou a ocupar um espaço simbólico que vai além do campo. A leitura feita por torcedores rubro-negros é que o chileno passou a representar um incômodo maior: o da consistência e da competitividade.

A insistência em citá-lo, mesmo quando os números apontam para outra direção, reforça a sensação de que a análise deixou de ser técnica para se tornar narrativa. Quando isso acontece, o comentário perde força jornalística e passa a dialogar mais com o ressentimento do que com os fatos.

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Jornalismo, rivalidade e memória

O caso de Danilo Lavieri não é isolado no debate esportivo brasileiro. Ele escancara uma dificuldade recorrente: separar rivalidade clubística de análise equilibrada. Em um ambiente cada vez mais polarizado, qualquer comentário atravessado pela paixão tende a ser amplificado, questionado e confrontado em tempo real.

Ao final, o episódio diz menos sobre um lance específico e mais sobre como certas dores seguem abertas. Pulgar não foi o jogador mais faltoso. O Corinthians bateu mais. A provocação não citou nomes. Ainda assim, a reação veio carregada, personalizada e repetitiva. No futebol, memória seletiva quase sempre denuncia aquilo que ainda machuca.

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