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Anta Sports compra 29% da Puma, encerra rumor da Adidas e impacta o debate sobre Flamengo

Adidas pode comprar a Puma? O rumor, os números das empresas e o impacto no futebol e no Flamengo

A especulação que tomou conta do mercado esportivo nos últimos meses ganhou um ponto final nesta semana. A Anta Sports, gigante chinesa do setor de artigos esportivos, anunciou a compra de 29,6% das ações da Puma, tradicional marca alemã, por cerca de 1,5 bilhão de euros, o equivalente a aproximadamente 8,1 bilhões de reais. A operação transforma a empresa asiática na maior acionista individual da Puma e enterra, de vez, o rumor de que a Adidas poderia adquirir a rival histórica.

O movimento foi confirmado na última terça (27), e ocorre em um momento delicado para a Puma, que vem enfrentando queda nas vendas, perda de competitividade frente a Nike e Adidas e um processo recente de reestruturação interna que incluiu demissões em massa. A transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e dos acionistas, com previsão de conclusão até o fim de 2026.


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O rumor da Adidas e o impacto no mercado

A possibilidade de uma compra da Puma pela Adidas ganhou força a partir de declarações públicas de Roy Adams, cofundador da empresa norte-americana de investimentos Metronuclear, levantou a hipótese como exercício de análise. Bastou isso para gerar um burburinho imediato entre investidores, torcedores e clubes patrocinados pelas duas marcas.

No Brasil, a discussão rapidamente chegou ao futebol. Flamengo e Palmeiras, atualmente vinculados a Adidas e Puma, respectivamente, entraram no centro das especulações. O cenário levantava dúvidas sobre conflitos contratuais, possíveis mudanças de fornecimento e até questões regulatórias, já que uma fusão entre as duas empresas alemãs esbarraria em barreiras antitruste claras, justamente pelo risco de concentração excessiva no setor.

Com a entrada da Anta Sports, esse debate perde sentido. A Adidas, que também enfrenta dificuldades de crescimento em mercados estratégicos como a China, fica fora da equação.

Quem é a Anta Sports e por que a Puma entrou no radar

Fundada na China, a Anta Sports é hoje uma das maiores potências globais do segmento esportivo. O grupo já controla ou possui participações relevantes em marcas como Fila, Salomon, Wilson e Arc’teryx, além de ser o principal acionista da Amer Sports, conglomerado que transformou a Salomon em referência mundial nos últimos anos.

A aposta na Puma se dá, sobretudo, pelo potencial de recuperação da marca alemã e pela sua forte rede de distribuição na Europa e na América Latina. Em comunicado oficial, o presidente do conselho da Anta Sports, Ding Shizhong, destacou que o valor de mercado da Puma não refletia seu potencial de longo prazo e afirmou confiar na capacidade de transformação estratégica da empresa.

A aquisição foi fechada ao preço de 35 euros por ação, representando um prêmio de cerca de 60% sobre a cotação recente da Puma. Após o anúncio, os papéis da empresa dispararam nas bolsas europeias, com alta que chegou a 20% em Frankfurt, sinal claro do otimismo do mercado.

Crise, reestruturação e novos caminhos

Fundada em 1948, a Puma vive um dos momentos mais desafiadores de sua história recente. Nos últimos anos, a marca perdeu espaço globalmente, sofreu com queda nas vendas e iniciou um processo de ajustes internos que incluiu o corte de centenas de funcionários. A redução da participação da família Pinault, antiga controladora, já indicava uma mudança de rota.

Com a Anta Sports como principal acionista, a expectativa é de reforço financeiro, expansão no mercado asiático e maior competitividade frente às concorrentes. Diferentemente do que ocorreria em uma eventual compra pela Adidas, a operação não fere regras de concorrência e preserva a autonomia administrativa da Puma, ao menos neste primeiro momento.

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Reflexos no futebol brasileiro e no Flamengo

No contexto brasileiro, a notícia ajuda a esclarecer um debate recorrente entre torcedores e analistas. A ideia de uma eventual troca do Flamengo da Adidas para a Puma sempre esbarrou em fatores objetivos: capacidade de investimento, alcance global e estratégia de marca. Embora seja uma multinacional relevante, a Puma hoje opera em um patamar inferior ao da Adidas em termos financeiros e comerciais.

O Flamengo, cada vez mais posicionado como marca global, busca associações com empresas capazes de sustentar contratos robustos, presença internacional e ativação em larga escala. Nesse cenário, a Adidas segue oferecendo vantagens competitivas difíceis de igualar no curto prazo. A crise recente da Puma e seu poder de investimento limitado apenas reforçam essa leitura.

Além disso, qualquer movimentação envolvendo clubes de grande porte exigiria revisões contratuais complexas, como já ocorreu no passado. Quando a Adidas chegou ao Flamengo, em 2013, Palmeiras e Fluminense, então parceiros da marca, optaram por sair ao perceberem a diferença de valores e prioridades. Hoje, situação semelhante se desenharia caso a Puma tentasse assumir um contrato ainda maior sem comprometer acordos existentes.

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Um ponto final nas especulações

A compra de quase 30% da Puma pela Anta Sports encerra, de forma definitiva, a narrativa sobre uma possível aquisição pela Adidas. O mercado agora observa se o investimento chinês será suficiente para recolocar a marca alemã em rota de crescimento e reduzir a distância para as líderes do setor.

Para clubes, torcedores e investidores, o recado é claro: o cenário mudou, os papéis estão definidos e, ao menos por agora, não há espaço para aventuras ou fusões improváveis. O jogo segue, mas com novos protagonistas fora da Europa.

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