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Camisa do Flamengo 2026: nova tecnologia entre a versão de jogo e a camisa de torcedor explicadas

Camisa do Flamengo 2026: nova tecnologia entre a versão de jogo e a camisa de torcedor explicadas

A camisa do Flamengo para a temporada 2026 começou a circular no último dia do ano, quando imagens divulgadas pelo perfil CRF Matos ganharam as redes e anteciparam detalhes que o clube ainda não havia apresentado oficialmente. O vazamento não trouxe apenas curiosidade estética. Ele abriu espaço para um debate mais amplo sobre tecnologia, posicionamento da Adidas e, sobretudo, sobre a distância cada vez mais clara entre o uniforme usado pelos atletas e aquele destinado ao torcedor comum.


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A nova camisa nasce em um contexto específico. O Flamengo entra em mais um ciclo com a Adidas apostando menos em mudanças cosméticas radicais e mais em engenharia têxtil. O discurso da fornecedora é claro: desempenho vem antes do impacto visual. Essa escolha se reflete em cada camada do uniforme, da estrutura do tecido às aplicações dos símbolos. O que muda não é apenas o que se vê, mas o que se sente em campo.

A camisa de jogo: tecnologia como prioridade

A versão Authentic, a mesma utilizada pelos jogadores, representa o ponto mais alto da linha. As tradicionais listras da Adidas aparecem mais largas e deixam de ser simples aplicações coladas. Agora, elas são tecidas diretamente no tecido e perfuradas, funcionando como canais extras de ventilação. É uma mudança relevante, sobretudo em um país de clima quente, onde a camisa pesa não só no corpo, mas no rendimento.

A grande novidade tecnológica está no retorno da linha Climacool, agora em sua versão mais avançada, a Climacool+. A Adidas havia abandonado essa tecnologia nos últimos anos, substituindo-a por tecidos que, embora leves, acumulavam calor. O novo material aposta em uma malha de estrutura quadrada, que amplia a área de evaporação do suor e promete uma troca térmica mais eficiente. Segundo dados apresentados pela própria fornecedora em materiais técnicos, a dissipação de umidade pode ser até 40% mais rápida em comparação às gerações anteriores.

No acabamento, o Flamengo adota um visual mais sofisticado. O monograma CRF e a logo da Adidas recebem efeito holográfico, com variação de brilho conforme a incidência de luz e o movimento do atleta. Há ainda uma impressão UV invisível a olho nu, pensada como mecanismo de autenticação e combate à falsificação. É um detalhe que passa despercebido no cotidiano, mas reforça o caráter premium da peça.

A gola e os punhos seguem a mesma lógica funcional. A construção é mais limpa, sem excesso de costuras internas, com materiais que favorecem a circulação de ar e reduzem o atrito com a pele. Tudo aponta para a mesma direção: menos peso, mais conforto, maior foco no jogo.

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A camisa de torcedor: estética preservada, função diferente

A versão destinada ao público mantém o desenho geral da camisa de jogo, mas as semelhanças param aí. O tecido passa a utilizar o Climacool padrão, pensado para uso cotidiano, mais resistente a lavagens frequentes e ao desgaste natural do dia a dia. A prioridade deixa de ser o alto rendimento e passa a ser durabilidade.

As três listras aparecem no mesmo tamanho visual, mas sem perfurações e sem integração direta à malha. Elas são aplicadas de forma tradicional, preservando a identidade estética, porém sem os benefícios extras de ventilação. O mesmo ocorre com o escudo e a logo da Adidas, que retornam ao bordado clássico, mais pesado, porém muito mais resistente ao tempo.

Outro ponto que diferencia claramente as duas versões é a ausência do selo de autenticidade na camisa de torcedor. O emblema, presente na bainha inferior da versão Authentic, funciona como um certificado de que aquela peça é idêntica à usada em campo. Na réplica, ele simplesmente não existe, deixando claro que se trata de um produto pensado para consumo, não para performance.

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Comparação direta: o que muda de fato

Colocadas lado a lado, as diferenças ajudam a orientar a escolha. A camisa de jogo aposta em leveza extrema, ventilação avançada e recursos tecnológicos que fazem sentido apenas em alta intensidade. Em contrapartida, custa caro. Na temporada passada, a versão limpa chegou ao mercado por cerca de R$ 699, valor que tende a se manter.

Já a camisa de torcedor oferece conforto, resistência e visual fiel ao uniforme oficial, mas sem os refinamentos invisíveis que elevam o custo. É a opção mais lógica para quem frequenta estádio, usa a camisa no cotidiano e prioriza longevidade.

A discussão, portanto, vai além de gosto pessoal. Ela passa por entender para que serve cada produto e o quanto se está disposto a pagar por tecnologia que, fora do campo, pouco altera a experiência.

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Por Tulio Rodrigues (@PoetaTulio)

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