Caso Vinícius Júnior na Champions: empresário de Prestianni nega depoimento e versões se contradizem

Caso Vinícius Júnior na Champions: empresário de Prestianni nega depoimento e versões se contradizem
Foto: Jesús Álvarez Orihuela/AS

Na noite da última rodada da UEFA Champions League, o confronto entre Benfica e Real Madrid saiu das quatro linhas e mergulhou numa investigação disciplinar que ainda promete novos capítulos. O argentino Gianluca Prestianni foi acusado de dirigir ofensas raciais a Vinícius Júnior durante a partida. Dias depois, versões conflitantes, notas oficiais e vazamentos à imprensa transformaram o episódio em uma disputa narrativa que envolve a UEFA, empresários e parte da imprensa internacional.


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Segundo a ESPN FC, Prestianni teria afirmado em depoimento que utilizou o termo “maricón”, de cunho homofóbico, e não “mono”, expressão racista em espanhol. A diferença semântica, no entanto, não altera o enquadramento disciplinar. O regulamento da UEFA prevê suspensão mínima de dez partidas para qualquer entidade ou pessoa que insulte a dignidade humana com base em cor da pele, raça, religião, origem étnica, gênero ou orientação sexual. Em outras palavras, a punição é equivalente.

A sucessão de versões chama atenção. Inicialmente, a defesa indicou que nada de ofensivo teria sido dito. Em seguida, surgiu a tese do “hermano”, como se o problema fosse um mal-entendido auditivo. Depois, a informação de que teria havido a palavra “maricón”. Cada nova explicação parece tentar substituir a anterior, enquanto o foco se desloca do ato para a interpretação.

Cinco dias após o jogo, o empresário do atleta, Gastón Fernández, afirmou que tudo o que foi publicado sobre um suposto depoimento à UEFA seria falso e que não houve contato oficial da entidade. Em entrevista ao portal argentino WinWin, o agente negou que o jogador tenha chamado Vinícius de “macaco” e contestou a narrativa difundida. Também indicou que, dependendo do desfecho, não se descarta uma ação por danos à imagem.

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O caso, portanto, transita entre três esferas: a disciplinar, a midiática e a jurídica. Na primeira, a UEFA apura se houve violação clara de seu código. Na segunda, versões desencontradas moldam a opinião pública. Na terceira, já se fala em eventual pedido de retratação ou indenização caso o processo seja arquivado.

Há ainda um elemento simbólico que não passou despercebido. Quando foi substituído, Prestianni deixou o campo ovacionado. O gesto, em meio à investigação, adiciona uma camada delicada à discussão. Não se trata apenas de apurar o que foi dito, mas de compreender como clubes e arquibancadas reagem diante de acusações graves.

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Vinícius Júnior, que há anos denuncia episódios de racismo no futebol europeu, volta ao centro de uma controvérsia que extrapola o resultado esportivo. O histórico recente mostra que cada caso envolvendo o atacante brasileiro se transforma em termômetro da disposição das instituições em enfrentar preconceitos estruturais no futebol. Se houve racismo, homofobia ou qualquer outro tipo de ofensa, caberá à UEFA estabelecer os fatos com clareza. O que não parece mais aceitável é a sucessão de versões que relativizam a gravidade do episódio.

Enquanto a investigação segue, o silêncio institucional contrasta com o barulho das redes sociais. O futebol europeu, mais uma vez, é chamado a decidir se enfrentará o problema de frente ou permitirá que ele se dilua em ambiguidades.

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