Diretor de “Onde Estiver, Estarei” explica foco do documentário da HBO sobre o Flamengo; filme estreia nesta quinta

Diretor de “Onde Estiver, Estarei” explica foco do documentário da HBO sobre o Flamengo; filme estreia nesta quinta

O Flamengo já teve sua história contada por diferentes perspectivas. Pelos títulos, pelos ídolos, pelas viradas improváveis e pelos gols eternizados no Maracanã. O documentário “Onde Estiver, Estarei – Uma Paixão Rubro-Negra”, que estreia no dia 28 de maio, às 18h, no canal TNT e na HBO Max, escolhe outro caminho. Em vez de transformar novamente Gabigol, Zico ou Jorge Jesus nos protagonistas centrais, a produção dirigida por Pedro Asbeg coloca a torcida no centro da narrativa e transforma personagens históricos da arquibancada rubro-negra em pilares emocionais da obra.


Ouça nossas análises e entrevistas sobre a eleição do Flamengo no seu agregador de podcast preferido: Spotify, Deezer, Amazon, iTunes, Youtube Music, Castbox e Anchor.


Durante entrevista concedida à Brabo TV, Pedro Asbeg explicou justamente o motivo pelo qual acreditou que ainda fazia sentido produzir um novo filme sobre a Libertadores de 2019, mesmo após tantos conteúdos já lançados sobre aquela conquista. Segundo o diretor, a resposta estava menos nos gols de Lima e mais na dimensão humana construída ao redor do Flamengo.

Esse filme só se justifica se a gente parar para ver que ele não é sobre essas duas conquistas. É sobre a nossa torcida”, afirmou Asbeg durante a conversa.

A declaração resume o espírito da produção. O longa conecta os títulos continentais de 1981 e 2019, mas não para revisitar simplesmente os momentos históricos dentro de campo. O foco está em Francisco Moraes e Cláudio Cruz, dois personagens fundamentais da cultura rubro-negra, presentes nas duas campanhas da Libertadores e transformados em protagonistas do documentário.

“O filme não está velho”, diz diretor

Ao longo da entrevista, Pedro Asbeg deixou claro que o projeto nasceu de uma inquietação legítima. Afinal, por que lançar mais um filme sobre 2019 sete anos depois da conquista? A resposta veio justamente na percepção de que o Flamengo extrapola o futebol jogado e se sustenta também pela força cultural da sua torcida.

Eu me acalmei quando percebi que o filme não está velho, porque ele não é só sobre 2019 ou sobre 81”, explicou o diretor.

Essa escolha narrativa diferencia “Onde Estiver, Estarei” de praticamente todas as produções esportivas recentes sobre o Flamengo. Em vez de construir uma obra centrada apenas nos bastidores do elenco campeão ou em depoimentos de atletas, o documentário mergulha na experiência do torcedor e no significado coletivo do clube.

A conexão entre 1981 e 2019 surge de forma natural. As duas conquistas aconteceram no dia 23 de novembro. Nas duas decisões, Francisco Moraes e Cláudio Cruz estavam presentes nos estádios. Mais do que coincidências históricas, o documentário usa esses personagens para mostrar como o sentimento rubro-negro atravessa gerações sem perder intensidade.

TRANSMISSÃO AO VIVO COMPLETA:

Cláudio Cruz e Moraes viram protagonistas da história

Pedro Asbeg dedicou parte importante da entrevista para contextualizar quem são os personagens centrais da obra. Cláudio Cruz aparece não apenas como fundador da Raça Rubro-Negra, mas como figura histórica da cultura carioca e do movimento de arquibancada no futebol brasileiro.

Cláudio Cruz simplesmente fundou a Raça Rubro-Negra. O cara pode aposentar a partir daí”, brincou o diretor.

O filme também retrata Francisco Moraes como um símbolo do torcedor que transformou o acompanhamento ao Flamengo em projeto de vida. Segundo Asbeg, Moraes esteve presente em milhares de partidas e acompanhou o clube em contextos extremamente diferentes dos atuais.

Os relatos da Libertadores de 1981 ajudam a dar dimensão dessa trajetória. Enquanto hoje caravanas e viagens internacionais fazem parte da rotina da torcida rubro-negra, naquela época acompanhar o Flamengo pela América do Sul significava enfrentar ônibus, conexões improvisadas e estruturas precárias. O diretor relembra, inclusive, a confusão do regulamento da final contra o Cobreloa, que obrigou a realização de uma terceira partida em Montevidéu dias depois do segundo jogo.

A epopeia é gigantesca”, definiu Asbeg ao comentar as viagens feitas pelos torcedores naquele período.

LEIA MAIS:

CASO PREFIRA OUVIR:

Um filme sobre pertencimento

Outro ponto ressaltado pelo diretor é a tentativa de preservar a memória da arquibancada rubro-negra. Segundo ele, o documentário procura registrar algo que vai além dos títulos: a construção coletiva da identidade flamenguista.

É muito em cima do que a gente olha e precisa preservar, que vai para além dos jogadores e dos títulos. É a nossa torcida, parte fundamental da nossa história”, afirmou.

A fala ajuda a entender por que o trailer divulgado nesta semana causou tanta repercussão entre rubro-negros nas redes sociais. O material aposta menos em lances históricos e mais em emoção, memória afetiva, viagens, amizades e sacrifícios feitos em nome do Flamengo.

Há também um peso simbólico adicional pela participação de Arthur Muhlenberg no roteiro. Histórico cronista rubro-negro, Arthur construiu parte importante da narrativa cultural do Flamengo nas últimas décadas. Sua presença no projeto adiciona uma camada afetiva ainda maior à produção.

O documentário estreia oficialmente no dia 28 de maio, às 18h, no canal TNT e na HBO Max. Mais do que revisitar dois títulos continentais, “Onde Estiver, Estarei” surge como um registro sobre pertencimento, memória e sobre uma torcida que ajudou a transformar o Flamengo em fenômeno nacional.

Documentário “Onde Estiver, Estarei – Uma Paixão Rubro-Negra”, da HBO, ganha trailer; confira

+ Siga o Ser Flamengo no Twitter, no Instagram e no Youtube.

 

Comentários

Descubra mais sobre Ser Flamengo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Blog Ser Flamengo

Deixe uma resposta