A disputa judicial entre Flamengo, Gerson e a FGM, empresa ligada a Marcão, pai e representante do jogador, ganhou um capítulo mais duro com a resposta apresentada pelo clube à defesa do atleta na Justiça do Rio de Janeiro. Na réplica, o Rubro-Negro contesta a versão de que a saída para o Zenit teria sido consensual, acusa os representantes do meio-campista de sustentarem uma narrativa falsa e afirma ter descoberto um fato novo: Gerson já teria assinado contrato com o clube russo antes de formalizar o pedido de rescisão com o Fla. O caso envolve uma cobrança de R$ 42,5 milhões, calculada com base no contrato de direitos de imagem que, segundo o clube, foi rompido antes do prazo previsto.
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O processo deixou de ser apenas uma discussão financeira. Passou a ser também uma briga por narrativa. De um lado, Gerson e seus representantes sustentam que houve uma rescisão amigável, com participação do Flamengo, e que o atleta teria sido levado a assinar documentos sob confiança, sem plena consciência dos efeitos jurídicos. Do outro, o clube responde com uma linguagem rara pela agressividade, chamando a postura da FGM de mentirosa, classificando Gerson como “descumpridor de contratos” e atribuindo a Marcão um “alpinismo contratual irresponsável”.
A Justiça ainda decidirá quem tem razão, mas a réplica do Flamengo muda o centro do debate. Se o documento citado pelo clube realmente comprovar que o contrato com o Zenit foi assinado antes da rescisão com o Rubro-Negro, a tese de uma negociação consensual fica seriamente abalada. O caso, então, deixa de girar apenas em torno de burocracia trabalhista e passa a envolver a pergunta mais grave: Gerson saiu do Flamengo como parte de um acordo transparente ou já havia acertado seu futuro com outro clube enquanto ainda mantinha vínculo ativo no Brasil?
A versão de Gerson
Na defesa apresentada por Gerson e pela FGM, a saída para o Zenit é descrita como uma rescisão amigável, construída com conhecimento de todos os envolvidos. Segundo essa versão, em 3 de julho de 2025 o jogador teria sido orientado pelo pai, Marcos Antônio dos Santos, a assinar um documento manuscrito, que por sua vez teria sido solicitado a partir de orientação do setor de Recursos Humanos do Flamengo. A justificativa, de acordo com a manifestação, seria a de que o papel fazia parte de uma praxe interna do clube e serviria apenas para cumprir exigências burocráticas.
A defesa do atleta afirma que Gerson assinou o documento sem desconfiar de dolo do empregador, confiando que tudo transcorreria como em sua primeira passagem pelo Flamengo. Os representantes falam em vício de consentimento, dolo e lesão, sustentando que o jogador teria sido colocado em situação de vulnerabilidade negocial e jurídica. Também alegam que outros documentos e instrumentos contratuais teriam sido assinados sem data, em uma relação de confiança com o clube.
O ponto central dessa versão é que todos saberiam que a ida para o futebol russo teria ocorrido de maneira consensual. Ou seja, não seria uma ruptura unilateral escondida do Flamengo, mas uma saída amigável do vínculo trabalhista e desportivo, com ciência do clube brasileiro, do Zenit e do próprio atleta. A defesa ainda acusa o clube de usar seu poder econômico e sua posição de empregador para impor práticas internas questionáveis, como a assinatura de documentos em branco ou sem datas.
Há, nessa narrativa, uma tentativa clara de colocar Gerson no lugar de parte vulnerável da relação. O jogador aparece como alguém que teria confiado no clube, assinado papéis por orientação interna e só depois percebido prejuízos. É uma tese forte do ponto de vista retórico, porque desloca o foco da saída para o comportamento administrativo do Flamengo. O problema é que a resposta rubro-negra tenta destruir exatamente essa premissa.
A resposta do Flamengo
O Flamengo reagiu com dureza. Na réplica, o clube afirma ser “assustadora” a naturalidade com que a FGM, segundo sua visão, distribui mentiras e litiga contra fatos incontroversos. A frase não é apenas uma provocação jurídica. É uma acusação frontal à credibilidade da defesa apresentada por Gerson e seus representantes.
O clube diz ter tomado conhecimento, após o ajuizamento da ação, de um fato novo de extrema relevância: ao pedir a rescisão do contrato de trabalho com o Flamengo, Gerson já teria outro contrato assinado com o Zenit. A partir daí, o Rubro-Negro sustenta que só recebeu o pedido de desligamento depois de o atleta já ter entrado em tratativas e celebrado vínculo com o clube russo.
Se essa versão for confirmada, o cenário muda completamente. O Flamengo passa a sustentar que não participou do negócio com o Zenit porque o próprio documento demonstraria que Gerson já havia resolvido sua situação com os russos antes de formalizar a ruptura com o clube brasileiro. Em outras palavras, a ida para a Rússia não teria sido construída como uma transferência entre clubes, mas como uma saída provocada pelo pagamento da multa rescisória e articulada à margem do Rubro-Negro.
O clube ainda afirma que o documento comprovaria uma possível ilicitude no plano dos regulamentos da FIFA e da CBF, por envolver tratativas e celebração de novo contrato sem a devida informação ao clube empregador. Na argumentação rubro-negra, se o Flamengo tivesse participado da operação, o Zenit teria exigido um acordo escrito de transferência com o clube brasileiro, justamente para evitar risco de sanções por aliciamento do atleta.
Essa é a parte mais sensível do processo. O Flamengo tenta demonstrar que a defesa de Gerson não combina com a lógica documental da operação. Se havia negociação consensual entre os clubes, por que não houve contrato de transferência formal? Se todos sabiam e todos participaram, por que o Zenit precisaria pagar multa e assumir risco regulatório? Se o Flamengo estava envolvido, por que o clube só teria descoberto depois a existência de contrato prévio entre Gerson e os russos?
A diferença entre participar da rescisão e participar do negócio
Um ponto precisa ser separado com cuidado. O Flamengo, naturalmente, participou dos trâmites burocráticos da rescisão. Não há como um atleta romper vínculo sem que o clube empregador atue em documentos, registros, baixa contratual e formalidades administrativas. Mas isso não significa que o clube tenha participado da negociação esportiva com o Zenit.
A defesa de Gerson parece usar a presença do Flamengo na burocracia da saída para reforçar a ideia de consenso amplo. O clube, por sua vez, tenta diferenciar as coisas. Uma coisa é receber pedido de rescisão, processar documentos e cumprir etapas internas após o pagamento da multa. Outra, completamente diferente, é negociar a transferência, discutir valores, trocar minutas, acertar condições com o clube comprador e fazer parte de um acordo tripartite.
Essa distinção é fundamental. Quando um clube aceita negociar um jogador, há tratativa direta entre as instituições. Quando uma multa é acionada, o clube pode ser obrigado a aceitar a saída, desde que as condições contratuais sejam cumpridas. No caso de Gerson, segundo a linha defendida pelo Flamengo, o Zenit teria buscado primeiro uma negociação convencional, o Rubro-Negro recusou, e a saída só ocorreu porque a cláusula de rescisão foi ativada.
O contexto reforça a tese do Flamengo. Antes do Mundial, o clube havia indicado que não tinha interesse em negociar atletas importantes do elenco. No caso de Gerson, a renovação contratual anterior envolveu aumento salarial e a fixação de multa em valor que o Rubro-Negro entendia adequado para proteger seu ativo. Se o clube não queria vender, a ida para o Zenit não se encaixa facilmente na ideia de operação consensual. Ela se parece mais com o uso de uma cláusula contratual contra a vontade esportiva do Fla.
O contrato com o Zenit antes da rescisão
A revelação mais explosiva da réplica é a alegação de que Gerson já teria assinado contrato com o Zenit antes de encerrar oficialmente o vínculo com o Flamengo. O clube trata esse documento como prova cabal de que não sabia e não participou do negócio com os russos.
Essa afirmação tem dois efeitos. O primeiro é jurídico: enfraquece a tese de rescisão amigável e consensual. O segundo é moral e esportivo: coloca Gerson e seus representantes em uma posição difícil diante da torcida. O jogador, que já havia deixado o Flamengo em meio a desgaste, passa a ser acusado pelo próprio clube de ter conduzido sua saída de maneira incompatível com a imagem de parte ingênua ou vulnerável.
É preciso manter cautela porque o processo ainda será analisado pela Justiça. A existência do documento, seu conteúdo, sua data, sua validade e seu alcance jurídico precisarão ser avaliados. Mas, do ponto de vista narrativo, o Flamengo encontrou um ponto de ataque forte. Ao apresentar a assinatura prévia com o Zenit, o clube tenta desmontar a defesa de Gerson pela raiz.
A pergunta que fica é direta: como sustentar que o Flamengo participou de uma negociação consensual se o atleta já teria assinado com outro clube antes de formalizar sua rescisão? A resposta pode até existir na estratégia da defesa, mas o ônus explicativo ficou muito maior. Gerson e seus representantes precisarão demonstrar por que essa assinatura não compromete a versão apresentada até aqui.
WhatsApp, multa e conhecimento prévio
O Flamengo também anexou ao processo conversas de WhatsApp entre Marcão e José Boto, diretor de futebol do clube, para rebater a alegação de desconhecimento sobre o impasse da multa. A intenção é mostrar que os representantes de Gerson sabiam exatamente qual era o ponto de conflito e que a discussão sobre os valores não surgiu depois, como surpresa.
Esse detalhe importa porque a defesa do atleta tenta construir uma imagem de confiança quebrada, como se Gerson tivesse assinado documentos sem compreender plenamente as consequências. Ao apresentar conversas, o Flamengo busca demonstrar que havia debate concreto sobre a multa e que Marcão, como representante, estava ciente dos riscos e das condições que envolviam a saída.
A figura de Marcão é central no processo. Ele não aparece apenas como pai do atleta, mas como representante e operador das negociações da carreira de Gerson. O Flamengo tenta afastar a ideia de hipossuficiência ao lembrar que o jogador sempre teve ao lado um interlocutor experiente, com participação direta em tratativas, contratos e movimentações no mercado.
É por isso que o clube fala em “alpinismo contratual irresponsável”. A expressão é pesada, mas revela a linha argumentativa: para o Flamengo, Gerson e seu entorno teriam construído uma carreira marcada por rupturas sucessivas, buscando sempre uma nova oportunidade antes do cumprimento integral dos vínculos assumidos. A Justiça vai decidir se essa leitura tem relevância para o caso específico, mas a mensagem pública já foi dada.
“Descumpridor de contratos”
O Flamengo também atacou a tese de ingenuidade de Gerson ao classificá-lo como um atleta com fama de “descumpridor de contratos”. O clube cita o fato de ele ter deixado o Zenit em poucos meses para retornar ao Brasil e afirma que esse comportamento não combina com a imagem de jogador vulnerável, sem experiência negocial ou incapaz de compreender as consequências de seus atos.
A crítica é dura porque mexe com a biografia profissional do atleta. Gerson saiu do Fluminense para a Roma, depois voltou ao Brasil para defender o Flamengo, foi ao Olympique de Marselha, retornou ao Rubro-Negro, transferiu-se ao Zenit e, pouco tempo depois, acertou com o Cruzeiro. Cada operação teve contexto próprio, valores, partes envolvidas e circunstâncias específicas. Mesmo assim, o Flamengo usa a sequência como parte de uma narrativa maior: a de um jogador acostumado a interromper ciclos contratuais.
Aqui há um cuidado necessário. Romper contrato no futebol não é automaticamente ilegal ou imoral. O mercado funciona com transferências, multas, acordos, empréstimos e rescisões. Clubes também afastam atletas, vendem antes do fim do vínculo, renegociam salários e pressionam jogadores. O problema, no caso em discussão, é outro: o Flamengo acusa Gerson de ter apresentado uma narrativa de vulnerabilidade que não se sustenta diante de seu histórico e dos documentos anexados.
A crítica, portanto, não deve ser ao atleta que muda de clube. Deve ser à eventual tentativa de reescrever os fatos depois da saída. Se Gerson exerceu uma cláusula e saiu porque o Zenit pagou o que estava previsto, a discussão teria um contorno. Se, além disso, houve contrato assinado antes da rescisão e posterior alegação de acordo consensual com participação do Flamengo, a controvérsia ganha gravidade.
A acusação de vingança pelo Cruzeiro
Outro ponto respondido pelo Flamengo foi a alegação de que o processo teria sido ajuizado apenas depois da volta de Gerson ao Brasil, como forma de vingança pela ida a um rival direto. A defesa do jogador teria usado expressões fortes, falando em jogo sujo extracampo e tentativa de prejudicar o atleta e seu atual clube empregador.
O Flamengo rebate dizendo que a demora teria relação com dificuldades práticas de iniciar uma demanda envolvendo uma situação ligada à Rússia, país em guerra. O argumento não encerra a discussão, mas oferece uma justificativa plausível para o intervalo entre a saída ao Zenit e a ação judicial. Além disso, o clube tenta mostrar que a cobrança não nasceu do acerto com o Cruzeiro, mas do rompimento de obrigações assumidas anteriormente.
A tese de vingança tem força emocional porque envolve rivalidade. Gerson voltou ao Brasil para atuar por um adversário nacional, e isso naturalmente aumentou a irritação da torcida rubro-negra. Mas processo judicial não pode ser analisado apenas pela temperatura das arquibancadas. O que importa é se há direito violado, cláusula descumprida, documento válido, multa devida e nexo entre o rompimento e o prejuízo alegado.
Ainda assim, é inegável que o retorno ao Brasil reacendeu o caso no ambiente público. Enquanto Gerson estava na Rússia, o assunto parecia distante. Com o jogador novamente em campo contra clubes brasileiros e com possibilidade de enfrentar o Flamengo, a disputa ganhou rosto, camisa adversária e provocação. O jurídico se misturou ao futebol, como quase sempre acontece quando um ídolo sai pela porta dos fundos.
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Os R$ 42,5 milhões e o contrato de imagem
A cobrança de R$ 42,5 milhões feita pelo Flamengo se baseia, segundo a argumentação apresentada, na multa relacionada ao contrato de direitos de imagem. O clube sustenta que perdeu a possibilidade de explorar comercialmente um ativo no qual havia investido, considerando os 57 meses de vínculo que deixaram de ser cumpridos após a rescisão antecipada para o Zenit.
Esse ponto é importante porque muita gente confunde contrato de trabalho, direitos federativos, multa rescisória e contrato de imagem como se tudo fosse a mesma coisa. No futebol, especialmente em grandes clubes, a remuneração do atleta pode envolver diferentes instrumentos. O contrato de imagem tem valor próprio, prazo próprio e obrigações específicas. Se uma parte rompe antes, pode haver discussão sobre multa e indenização.
O Flamengo tenta mostrar que não está cobrando apenas por birra ou ressentimento. Está dizendo que havia um contrato comercial, uma expectativa de exploração de imagem e um prejuízo econômico decorrente da saída antecipada. Gerson, por sua vez, tentará demonstrar que a rescisão foi amigável, que não houve dano como o clube descreve ou que os documentos foram assinados em condições questionáveis.
A disputa, portanto, terá que ser resolvida com base em contratos, datas, documentos, mensagens e condutas. Fora do processo, a torcida vai julgar com emoção. Dentro dele, a Justiça precisará avaliar prova. O Flamengo pode ter feito uma réplica forte, mas ainda precisa converter narrativa em decisão favorável.
O dano à imagem de Gerson
Independentemente do resultado judicial, a nova manifestação do Flamengo aumenta o desgaste público de Gerson com a torcida rubro-negra. O jogador já havia saído sob críticas, foi chamado de traidor por parte dos flamenguistas e agora vê o clube afirmar em juízo que sua versão não corresponde aos fatos. Quando uma disputa contratual chega a esse nível de linguagem, a ponte afetiva fica praticamente destruída.
O problema para Gerson é que o Flamengo não está apenas dizendo que cobra dinheiro. Está dizendo que o atleta e seus representantes mentem. Está dizendo que houve contrato assinado antes da rescisão. Está dizendo que o jogador tem fama de descumpridor de contratos. Está dizendo que o pai promoveu alpinismo contratual. São acusações pesadas, que ultrapassam a frieza de uma petição e entram no campo da reputação.
Para o Flamengo, também há risco. O clube precisa provar o que sustenta. Se exagerar na narrativa e não convencer a Justiça, pode transformar uma cobrança legítima em mais um desgaste institucional. Por isso, a força da réplica precisa ser acompanhada de consistência probatória. No direito, frase forte sem documento vira ruído. Documento forte com frase dura vira pressão.
A questão decisiva será o peso do contrato com o Zenit. Se esse documento comprovar que Gerson assinou antes de resolver a situação com o Flamengo, a defesa do atleta terá que explicar um ponto difícil. Se houver outra interpretação, o processo continuará aberto a disputas técnicas. O fato é que o caso agora entrou em uma fase mais agressiva, com o Flamengo disposto a expor publicamente uma versão que desmonta a imagem de rescisão tranquila.
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O que está em jogo
O caso Flamengo x Gerson vai além da relação entre clube e ex-jogador. Ele toca em temas centrais do futebol moderno: cláusula de rescisão, contrato de imagem, atuação de representantes, dever de informação, relação entre atleta e empregador, mercado internacional e responsabilidade de quem administra carreiras milionárias. Também mostra como saídas mal conduzidas podem transformar ídolos em adversários jurídicos.
Gerson foi importante no Flamengo. Isso não desaparece. Mas a história de um jogador no clube não apaga a necessidade de cumprir contratos, nem autoriza versões contraditórias se documentos apontarem outro caminho. O Flamengo, por sua vez, precisa agir com firmeza sem confundir defesa de patrimônio com vingança esportiva. O limite entre cobrança legítima e guerra pública será definido pela solidez das provas e pela condução do processo.
A réplica rubro-negra deixou uma acusação central no ar: Gerson teria apresentado uma versão que não se sustenta diante do contrato assinado com o Zenit antes da rescisão. É uma acusação grave, chamativa e juridicamente relevante. A partir de agora, o caso dependerá menos de discursos e mais de documentos. Se a prova anexada confirmar a tese do Flamengo, o processo pode se tornar um dos capítulos mais duros da relação recente entre o clube e um ex-ídolo. Se a defesa conseguir desmontar essa leitura, a acusação voltará contra o próprio Rubro-Negro.
No fim, a pergunta que resume o caso é a mesma que move a torcida: quem está contando a verdade? A Justiça terá que responder com base nos autos. Até lá, o Flamengo colocou Gerson no centro de uma acusação pesada, e o jogador terá que explicar por que sua saída, apresentada como consensual, aparece agora cercada por documento, multa, mensagens, contrato prévio e uma réplica que transforma a disputa em confronto aberto de reputações.
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