Há tempo de mudar!

Há tempo de mudar!
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

A gestão de uma empresa não é feita por uma única figura, mas, pelo contrário, o fato de uma empresa ter setores distintos leva à conclusão de que a gerência é feita por um grupo, tendo como figura principal o presidente, que coordena e está a par do que acontece como um todo.

O Flamengo não é diferente, já que a proposta era gerir o clube como uma empresa, sem transformá-lo em uma. O poder de persuasão usado pela então “Chapa Azul”, à época da eleição, parece ter acabado justamente no momento de pôr em prática tudo aquilo que torcedores, jornalistas e sócios esperavam ver no Flamengo.

Primeiro foi Flávio Godinho, que pediu para sair, abandonando a vice-presidência de Relações Externas do clube. Mas todos sabem que o poder de decisão e opinião de Godinho era bem maior do que as atribuições de um VP de Relações Externas. Antes disso, José Carlos Dias, mais conhecido como “Cheirinho”, então vice-presidente do Fla-Gávea, também pediu para sair ao ter negado o seu pedido de demissão do gerente de sua pasta, Clément Izard. Por último, tivemos a saída do vice-presidente de Remo, José Maria Sobrinho, que, além de sair, fez diversas críticas à diretoria, como a falta de investimentos em sua pasta. Devemos considerar também a saída de Ronaldo Gomlevsky, com a dissolução do Conselho Gestor do qual fazia parte. Soma-se a isso o fato de que boa parte de sócios e conselheiros que apoiaram a candidatura de Bandeira de Mello durante a campanha está muito insatisfeita.

A diretoria vem se esvaziando e afastando seus principais pares, que, querendo ou não, foram importantes durante a campanha da última eleição. E o que isso pode trazer para o cenário futuro? Um novo grupo político, por exemplo. Além disso, com toda crítica e processos que criam oposição para minar a diretoria, pode haver, independentemente de apoio, um fortalecimento de modelos e nomes que, no ano passado, ficou claro que não servem e não são desejados no Flamengo.

É aí que encontramos o X da questão. Se a diretoria não atingir as expectativas criadas por torcedores e sócios ao completar o triênio 2013-2015, quem serão os futuros gestores do clube? Teriam BAP, Wallim e Bandeira fôlego suficiente para se elegerem novamente? Teríamos a volta de velhos nomes considerados ultrapassados? Ou veremos essa oposição comandando o clube?

Pode parecer cedo para uma análise desse tipo, mas não é. No próximo ano, o Flamengo já entra em clima pré-eleitoral. Infelizmente, é assim. Cada erro da atual diretoria será lembrado nesse processo. E há de se convir que foram muitos, embora também tenham ocorrido acertos. Particularmente, critico bastante o que considero equivocado, mas também reconheço os acertos e torço para que eles prevaleçam.

Até quando processos e conchavos políticos ditarão os rumos do clube? Até que ponto teremos que lidar com essa insegurança em relação ao futuro do Flamengo? Se Bandeira e seu grupo farão uma péssima administração, só o futuro dirá. Se deixarão um legado positivo, só o tempo mostrará. Ainda há tempo para corrigir erros, rever decisões equivocadas e reposicionar peças mal colocadas. Mas isso não depende de mim ou de qualquer outro torcedor, e sim de quem tem a caneta e o estatuto na mão.

Que o Flamengo sobreviva a tudo isso!!! Eu acredito!!!

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Tulio Rodrigues