Maracanã: Vasco tem 489 cadeiras danificadas, contra 67 após jogo do Flamengo

Maracanã: Vasco tem 489 cadeiras danificadas, contra 67 após jogo do Flamengo

A depredação registrada no Maracanã após a partida entre Vasco e Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, levou a concessionária responsável pela administração do estádio a contabilizar um prejuízo superior a R$ 300 mil e preparar medidas para cobrar o ressarcimento do clube cruz-maltino. O levantamento divulgado pela Fla-Flu Serviços identificou 489 cadeiras danificadas, além de problemas em banheiros, bebedouros e outros equipamentos. Apesar da cobrança, o Flamengo não pretende impedir que o rival volte a utilizar o estádio, desde que sejam cumpridas as condições técnicas previstas no edital de concessão.


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Quase 500 cadeiras danificadas e prejuízo superior a R$ 300 mil

A vistoria realizada após o confronto entre Vasco e Boca Juniors identificou danos em diferentes setores do Maracanã. Das 489 cadeiras danificadas, 47 estavam na área destinada à torcida visitante, ocupada pelos argentinos. As outras 442 ficavam em setores utilizados pelos vascaínos, conforme os números divulgados pela concessionária.

O levantamento também apontou oito vasos sanitários danificados, dois bebedouros, duas torneiras, duas descargas, duas saboneteiras e oito corrimãos, entre outros itens. O prejuízo financeiro já ultrapassava R$ 300 mil, mas o valor ainda não era definitivo. A equipe de manutenção continuava avaliando os danos à sinalização e à pintura do estádio, especialmente em razão de adesivos colados durante o evento.

Em nota, a Fla-Flu Serviços afirmou que adotaria as medidas necessárias para assegurar o ressarcimento integral dos prejuízos. A concessionária também informou que o intervalo reduzido entre a partida do Vasco e o compromisso seguinte, entre Flamengo e Estudiantes, pela Libertadores, dificultou a conclusão de todos os reparos antes da abertura dos portões.

Números contrariam versão de que os danos foram provocados apenas pela torcida visitante

Após a divulgação das primeiras imagens, surgiu uma discussão sobre a responsabilidade pelos estragos. Parte das manifestações nas redes sociais questionou a atribuição dos danos à torcida vascaína e argumentou que o consórcio poderia estar reunindo registros para dificultar futuras cessões do estádio ao clube.

As imagens exibidas por veículos de imprensa, porém, mostraram cadeiras danificadas também nas áreas ocupadas pelos torcedores do Vasco. A distribuição dos estragos indicada pelo levantamento reforçou que o problema não se restringiu ao setor visitante: aproximadamente 90% das cadeiras danificadas estavam fora da área destinada aos torcedores argentinos.

A comparação com o jogo entre Flamengo e Estudiantes, disputado posteriormente, oferece outra referência. Na vistoria realizada depois dessa partida, a concessionária contabilizou 67 cadeiras danificadas, sendo nove no setor visitante, além de três papeleiras. Os números são significativamente inferiores aos registrados após o confronto entre Vasco e Boca Juniors.

A comparação, isoladamente, não permite determinar quem danificou cada equipamento nem estabelece que todos os estragos tenham sido provocados deliberadamente. Ainda assim, os dados divulgados mostram uma diferença expressiva na quantidade de cadeiras afetadas nos dois eventos. A concessionária, por sua vez, informou que segue os procedimentos habituais de vistoria após as partidas.

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Flamengo pretende cobrar o ressarcimento, mas não fechará as portas ao rival

A cobrança dos prejuízos não significa, necessariamente, que o Vasco ficará impedido de voltar ao Maracanã. De acordo com informações publicadas pelo jornalista Rodrigo Mattos, a diretoria rubro-negra pretende encaminhar a conta ao clube cruz-maltino, mas não descarta uma nova cessão do estádio caso sejam atendidas as exigências estabelecidas no edital.

O entendimento mencionado na cobertura do caso é que cabe à concessionária avaliar os danos, registrar a ocorrência quando necessário e cobrar o responsável pela utilização do espaço. O Ministério Público do Rio de Janeiro também teria indicado que o Vasco deve responder pelo prejuízo relacionado à partida. A apuração dos valores e a eventual contestação por parte do clube serão etapas importantes para definir o desfecho financeiro do episódio.

O ponto central é separar duas questões: a responsabilização pelos danos e as condições para utilizar novamente o estádio. O edital de concessão prevê que o Maracanã seja disponibilizado a outros clubes sem discriminação, mas também exige o cumprimento de requisitos técnicos e operacionais. Portanto, uma cobrança por depredação não equivale, por si só, a uma proibição definitiva de acesso.

A discussão sobre a cessão do estádio já estava em andamento antes da partida. Flamengo e Fluminense haviam questionado a realização do confronto diante do Boca Juniors no Maracanã em razão do calendário e das condições do gramado, considerando a sequência de jogos programados para o local. A recomendação relacionada à segurança, entretanto, contribuiu para que a semifinal fosse disputada no estádio.

Clássico contra o Flamengo também entra na discussão

O episódio ganhou novos desdobramentos diante da possibilidade de o Vasco mandar seus próximos jogos no Estádio Nilton Santos, conhecido como Engenhão. Uma declaração do presidente da Assembleia Geral do clube, Alan Belciano, reforçou essa possibilidade e alimentou a discussão sobre o local dos clássicos cariocas.

Flamengo, Vasco e Fluminense já haviam estabelecido um entendimento para a realização de clássicos no Maracanã, com divisão de receitas e custos operacionais em determinadas partidas. No primeiro turno, quando o Flamengo foi o mandante, a bilheteria foi dividida igualmente entre os clubes envolvidos no acordo.

Uma eventual transferência do confronto para o Engenhão pode alterar essa dinâmica. No estádio administrado pelo Botafogo, os clássicos costumam seguir outro modelo de distribuição de ingressos, com carga destinada à torcida visitante, sem a divisão de setores mistos característica de algumas partidas no Maracanã. Ainda não está definido se o formato de divisão de receitas será mantido caso o jogo seja realizado em outro local.

A escolha do estádio, portanto, envolve mais do que uma disputa política entre dirigentes. Há questões contratuais, operacionais, de segurança e de arrecadação que precisam ser consideradas. A existência de um acordo anterior entre os clubes também será relevante para entender quais condições podem ser mantidas ou renegociadas.

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Cobrança e cessão são decisões distintas

O episódio deixa duas questões em aberto: o valor final dos danos e a forma como os clubes vão conduzir a relação com o Maracanã daqui para frente. A estimativa inicial superior a R$ 300 mil ainda pode aumentar após a conclusão da vistoria, especialmente com a inclusão dos custos de reparo da pintura e da sinalização. O Vasco poderá contestar os valores quando a cobrança for formalizada, mas a responsabilidade pelo ressarcimento deverá ser discutida com base nos registros e nas regras aplicáveis.

Para o Flamengo, a posição divulgada é compatível com a separação entre a gestão do estádio e a rivalidade esportiva. Cobrar pelos prejuízos não impede uma futura cessão, desde que as exigências previstas no edital sejam respeitadas. O desfecho dependerá da apuração dos danos, dos procedimentos de cobrança e das condições técnicas para a realização de novos jogos.

A discussão também evidencia a importância de tratar episódios de vandalismo com base em levantamentos verificáveis, sem atribuir todos os estragos a um único grupo antes da conclusão das apurações. Os números já divulgados indicam que os danos ultrapassaram o setor visitante, enquanto a cobrança formal e a eventual utilização futura do Maracanã pelo Vasco seguem sendo assuntos distintos.

Golpe se confirmando! Vasco quer tomar Maracanã do Flamengo. Ofensiva pode ameaçar concessão Fla-Flu

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