Marcos Braz perde eleição para deputado federal e Bandeira de Mello também fica fora da Câmara

Marcos Braz não conseguiu se reeleger deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O ex-vice-presidente de futebol do Flamengo e atual deputado federal em exercício terminou a disputa com 18.305 votos, equivalentes a 0,21%, segundo o resultado com 100,00% das urnas apuradas pelo TSE. Eduardo Bandeira de Mello, também ex-dirigente do Flamengo e deputado federal, teve desempenho superior em número absoluto, com 37.535 votos, ou 0,42%, mas igualmente ficou fora da Câmara dos Deputados.
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O resultado encerra, pelo menos neste momento, a tentativa de Braz de transformar a visibilidade acumulada durante sua passagem pelo futebol do Flamengo e posteriormente na política em uma permanência no Congresso Nacional. Filiado ao PSDB, ele chegou à eleição depois de assumir uma cadeira na Câmara como suplente. Durante a campanha, buscava seguir no mandato por meio do voto direto.
Marcos Braz perde a vaga
A votação de Marcos Braz chama atenção principalmente pelo contraste entre a projeção do personagem no futebol e o resultado obtido nas urnas. Durante anos, ele esteve associado diretamente ao futebol profissional do Flamengo, ocupando a vice-presidência da pasta durante um período de conquistas importantes do clube. A exposição decorrente da função ajudou a torná-lo um nome conhecido também fora do ambiente esportivo.
Na política, entretanto, a transferência dessa notoriedade para uma votação capaz de assegurar uma cadeira própria na Câmara não se confirmou. Com 18.305 votos, Braz terminou muito distante de uma votação que lhe permitisse garantir a eleição pelo sistema proporcional. O desempenho também mostra a dificuldade de converter uma trajetória de forte exposição pública em capital eleitoral suficiente para uma disputa estadual para deputado federal.
O resultado ganha peso quando considerado o caminho percorrido por Braz até a Câmara. Ele não havia conquistado originalmente uma vaga de deputado federal pelo voto direto na eleição anterior. Chegou ao exercício do mandato como suplente e, em 2026, tentou transformar essa passagem pelo Congresso em uma eleição efetiva.
Bandeira de Mello também fica fora
Eduardo Bandeira de Mello teve votação praticamente duas vezes maior que a de Marcos Braz, mas o resultado também não foi suficiente para garantir a continuidade de sua trajetória parlamentar. O ex-presidente do Flamengo recebeu 37.535 votos, correspondentes a 0,42% da votação.
Bandeira concorreu novamente pelo Partido Verde. O ex-presidente rubro-negro buscava a reeleição depois de já ter ocupado uma cadeira na Câmara. A candidatura também aparecia entre os nomes ligados ao esporte que tentavam permanecer no Legislativo em 2026.
A diferença entre os dois foi de 19.230 votos a favor de Bandeira de Mello. Ainda assim, a comparação termina no mesmo ponto: nenhum dos dois conseguiu uma nova vaga à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.
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A eleição também produz um dado curioso para a história recente do Flamengo fora de campo. Marcos Braz e Eduardo Bandeira de Mello chegaram à disputa carregando trajetórias muito diferentes dentro do clube. Bandeira comandou o Flamengo como presidente entre 2013 e 2018, período marcado pela reorganização financeira e por mudanças estruturais na administração rubro-negra. Braz, por sua vez, ficou associado principalmente ao futebol, participando da gestão responsável por uma das fases mais vitoriosas da história recente da equipe.
Os dois acabaram levando essa exposição para a política partidária. Bandeira já havia conquistado mandato eletivo e buscava a continuidade em Brasília. Braz, que entrou na Câmara como suplente, tentava agora confirmar nas urnas o espaço que havia ocupado no Legislativo.
O resultado de 2026, porém, não permitiu que nenhum dos dois permanecesse na Câmara por meio da nova eleição. Para Braz, o revés tem um significado particular porque interrompe a tentativa de consolidar uma carreira política construída depois de anos de presença no futebol do Flamengo.
Com praticamente toda a apuração concluída, os números mostram que a popularidade adquirida no clube não se traduziu automaticamente em votos suficientes para uma nova passagem pelo Congresso. Braz terminou com menos da metade da votação de Bandeira, enquanto o ex-presidente, apesar de alcançar uma marca eleitoral mais alta, também não conseguiu assegurar uma cadeira.
A derrota dos dois nomes ligados ao Flamengo reforça uma característica das eleições proporcionais: reconhecimento público, exposição e trajetória política não garantem, por si só, uma vaga na Câmara. No caso de Marcos Braz, a votação encerra uma tentativa de transformar sua experiência como dirigente esportivo e parlamentar em um novo mandato obtido diretamente nas urnas. Para Bandeira de Mello, representa a interrupção da trajetória iniciada com sua eleição anterior para deputado federal.
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