Véspera de feriado com jogo do Flamengo deveria ser feriado. Fico preocupado com o andamento do país nos momentos que antecedem uma partida decisiva do Flamengo. A cabeça de todo rubro-negro que se preza está neste jogo de quarta-feira. Fico pensando como será o dia depois de amanhã!
Essa ansiedade, somada aos sentimentos que nos comovem nesses momentos, pode parecer insana para muitos, mas a bem da verdade é que há tempos precisávamos ter o Flamengo nos proporcionando situações como essa. Essa sensação de euforia, de soberba, de ansiedade, de oba-oba, de apoio… E com o grande alento de estarmos falando de futebol dentro de campo, e não fora dele.
Eu, você, o roupeiro, o massagista, os jogadores, todos são responsáveis por estarmos a um passo de mais um título nacional! Até aquele segundo jogo contra o Cruzeiro, éramos relegados a nos contentar somente com uma briga para não cair, mas quis o destino que rompêssemos com a racionalidade e empurrássemos, com palmas e gritos, aquela bola do Elias para as redes do goleiro Fábio.
Ali foi o batismo dessa equipe que, em meio a veteranos, só Léo Moura já experimentou os feitos indescritíveis da torcida em um Maracanã inflamado. Não foi diferente nos jogos seguintes contra Botafogo e Goiás, e não será agora na final contra o Atlético-PR. O Templo do Futebol estará entupido de rubro-negros. A atmosfera que emanará do Maracanã amanhã impressionará até mesmo os torcedores mais jovens. Vamos empurrar no grito!
O que se sucederá depois não podemos prever. Se o Flamengo for campeão, e Zico quer, deveria ser feriado no dia seguinte; caso ocorra o contrário, o luto. Sim! Ninguém vive mais, morre mais e sente mais do que o torcedor! Não depende de resultados, pois, tanto na vitória quanto na derrota, um coração a pico pode explodir! Na véspera, o nervosismo pela ansiedade e, depois, emoções à flor da pele, de vida ou de morte. Fato é que será inesquecível e, como diria Nelson Rodrigues, é possível que até os mortos se agitem em suas tumbas.
Esse título significa mais do que o troféu em si. Espero que seja o início de uma nova era de glórias, a mesma glória que o Flamengo sempre teve no passado.
Não importa mais nem quem vai entrar em campo: provamos que o Manto mais sublime da Terra, aliado à Nação no Maracanã, torna aqueles onze mortais em campo em operários incansáveis nas batalhas impossíveis. A união que deve prevalecer numa unidade secular é imensurável! A sinergia entre time e torcida deve prevalecer mais uma vez! Rumo ao topo! Rumo à glória! Rumo ao tricampeonato da Copa do Brasil! E que nos seja feliz o dia depois de amanhã!
“Ser Flamengo é ser até morrer”
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