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PAPARAZZO RUBRO-NEGRO DETONA A NARRATIVA DO PALMEIRAS CONTRA O FLAMENGO POR LANCES DE 2025

PAPARAZZO RUBRO-NEGRO DETONA A NARRATIVA DO PALMEIRAS CONTRA O FLAMENGO POR LANCES DE 2025

Em meio à repetição constante da narrativa palmeirense de perseguição, favorecimento ao Flamengo e supostos erros decisivos de arbitragem, um vídeo publicado pelo Paparazzo Rubro-Negro ganhou força justamente por fazer o que parte da imprensa evita: olhar o contexto completo dos lances e não apenas o recorte conveniente que alimenta a vitimização. A análise, que rapidamente circulou entre torcedores e influenciadores rubro-negros, recolocou no debate um ponto essencial que muitas vezes desaparece no calor da rivalidade: coerência.


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O Palmeiras, através de Abel Ferreira, Leila Pereira e de parte de sua cobertura simpática na mídia paulista, consolidou uma estratégia clara de pressão pública. A final da Libertadores de 2025, o jogo do Brasileirão no Maracanã e até levantamentos sobre arbitragem passaram a ser utilizados como peças de uma narrativa permanente de injustiça. O problema é que essa construção quase sempre aparece pela metade. E foi exatamente isso que o Paparazzo Rubro-Negro decidiu confrontar.

Ao revisitar os principais lances usados como argumento contra o Flamengo, a análise mostra que a história contada pelos rivais costuma ignorar acontecimentos anteriores que alterariam completamente a interpretação final. Não se trata de negar erros de arbitragem, mas de impedir que apenas um lado da história seja transformado em verdade absoluta.

O caso do Maracanã e a memória seletiva sobre Jorginho

Um dos episódios mais explorados pelo Palmeiras foi o suposto pênalti não marcado de Jorginho sobre Gustavo Gómez no jogo do Brasileirão no Maracanã. O lance virou símbolo da tese de favorecimento rubro-negro e passou a ser repetido como prova de que a arbitragem teria interferido diretamente no resultado.

O Paparazzo Rubro-Negro chama atenção justamente para aquilo que costuma ser omitido: o gol palmeirense naquela partida nasce de uma jogada anterior em que Gómez faz falta sobre Arrascaeta. O empurrão no uruguaio acontece na origem da construção ofensiva e, se a arbitragem revisasse o início da jogada com o mesmo rigor exigido depois, o lance sequer chegaria ao momento do pênalti reclamado .

Ou seja, a análise isolada favorece a narrativa. A análise completa desmonta a simplificação. Esse é o centro do debate.

A final da Libertadores e a expulsão contada pela metade

A Libertadores de 2025 também virou combustível permanente para o discurso palmeirense. Abel Ferreira insistiu diversas vezes no famoso “asterisco”, sustentando que a expulsão não aplicada a Pulgar teria comprometido o resultado da decisão.

O lance é discutível e pode, sim, ser interpretado como expulsão. O problema é que a cobrança pela coerência para exatamente aí.

No mesmo jogo, Raphael Veiga teve uma entrada fortíssima sobre Carrascal, deixando inclusive marcas evidentes na canela do jogador rubro-negro. A possibilidade de expulsão do meia palmeirense simplesmente desapareceu da narrativa principal, como se aquele momento não tivesse existido .

O próprio comentário apresentado no vídeo reforça essa contradição: se Pulgar deveria sair, Veiga também. Não dói reconhecer isso. O problema é que a narrativa não busca justiça técnica. Busca utilidade política.

Coerência não pode ser seletiva

Um dos pontos mais fortes levantados na análise é justamente a necessidade de coerência no comentário esportivo. Não se trata de defender cegamente o Flamengo nem de negar erros claros. Pelo contrário.

O próprio exemplo citado no debate inclui lances recentes do próprio Rubro-Negro, como a expulsão que poderia ter acontecido de Saúl contra o Vitória. O argumento é simples: reconhecer um erro contra o próprio time não enfraquece a análise, fortalece a credibilidade.

Quando se admite que Pulgar poderia ter sido expulso, mas também se reconhece que Veiga deveria ter recebido vermelho, o debate sai da torcida e volta ao campo da honestidade analítica. É exatamente isso que falta quando parte da mídia paulista transforma todo erro contra o Palmeiras em escândalo nacional e trata lances equivalentes contra o Flamengo como detalhe secundário.

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O levantamento do VAR e o silêncio sobre os números

Se a percepção emocional já enfraquece a tese de perseguição, os números tornam a narrativa ainda mais frágil. O levantamento publicado pelo GE e repercutido pela Placar mostrou quantas vezes o árbitro mudou sua decisão de campo após revisão do VAR no Brasileirão. O dado não define quem foi roubado ou beneficiado, mas ajuda a entender o padrão de revisão.

O Flamengo aparece apenas na 13ª posição, com duas mudanças favoráveis e três contrárias, saldo negativo de menos um. O Palmeiras aparece em terceiro lugar, com três mudanças e todas favoráveis. Nenhuma revisão contra. Nenhuma. Mais do que isso: entre os 20 clubes da Série A, o Palmeiras era o único sem qualquer revisão revertida contra si.

Mesmo assim, o discurso dominante seguia sendo o de perseguição. A pergunta se torna inevitável: se o VAR não revisa contra, se o saldo é positivo e se o clube não sofre decisões revertidas negativamente, onde exatamente está essa arbitragem tão absurda contra o Palmeiras?

Nenhum pênalti contra e a contradição mais incômoda

Há ainda um dado ainda mais desconfortável para essa narrativa.

Até aquele momento do Brasileirão, nenhum pênalti havia sido marcado contra o Palmeiras. Nenhum.

Isso não significa automaticamente favorecimento deliberado. Seria irresponsável afirmar isso sem revisar todos os jogos. Mas é um dado objetivo que precisa ser levado em conta quando se fala de suposta perseguição arbitral. Se não há pênaltis contra, se não há revisões negativas do VAR e se a principal reclamação depende sempre de lances antigos analisados de forma seletiva, talvez a pergunta correta não seja por que o Palmeiras reclama tanto.

Talvez a pergunta seja por que parte da imprensa aceita essa reclamação sem confrontá-la com a realidade estatística .

O método da repetição e a blindagem da imprensa

É aqui que entra o verdadeiro método.

Abel Ferreira fala antes do jogo, fala depois do jogo, recupera lances antigos, pressiona arbitragem, ironiza decisões e reforça continuamente a tese de perseguição. Leila Pereira transforma isso em discurso institucional. Anderson Barros leva o debate ao campo jurídico. E parte da mídia repercute como se fosse apenas mais uma reclamação normal de futebol.

Quando o Flamengo responde, surge imediatamente a cobrança moral. Quando o Palmeiras repete, chama-se estratégia. Essa blindagem é fundamental para manter a narrativa viva. Porque se os números forem colocados no centro da discussão, a tese começa a ruir. E foi justamente isso que o vídeo do Paparazzo Rubro-Negro fez.

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O debate precisa voltar para os fatos

O grande mérito da análise não está em defender o Flamengo. Está em exigir completude. Se o Palmeiras quer discutir arbitragem, que discuta tudo. Se a imprensa quer tratar de justiça esportiva, que trate com o mesmo rigor para ambos os lados. Se Pulgar é lembrado, Veiga também precisa ser. Se Jorginho entra no debate, Gómez sobre Arrascaeta também entra. Se existe perseguição, os números precisam sustentar.

Caso contrário, não estamos diante de análise. Estamos diante de propaganda. O futebol brasileiro sofre há anos com excesso de narrativa e falta de memória. Muitas vezes, vence quem repete mais alto e não quem apresenta melhor argumento. O Paparazzo Rubro-Negro fez justamente o contrário: trouxe contexto, sequência lógica e coerência.

E, no cenário atual, isso já é quase um ato de resistência.

Danilo Lavieri, ArrascaPênalti e a seletividade da imprensa contra o Flamengo

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