Ícone do site Ser Flamengo

Repercussão mundial da contratação de Paquetá expõe novo patamar do Flamengo no futebol global: “contratação do século”

Repercussão mundial da contratação de Paquetá expõe novo patamar do Flamengo no futebol global: "contratação do século"

A contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo extrapolou o noticiário esportivo nacional e ganhou o mundo. O anúncio oficial, feito nesta semana, confirmou o retorno do meia de 28 anos ao clube que o formou, em uma negociação fechada com o West Ham por 42 milhões de euros, contrato até 2030 e status de maior transferência da história do futebol sul-americano. Não foi apenas um reforço de peso. Foi um movimento que reposicionou o Flamengo no mapa simbólico e financeiro do futebol global.

O acordo foi sacramentado após semanas de tratativas, pressão direta do jogador e um contexto raro no mercado: um atleta em plena maturidade técnica optando por deixar a Premier League para voltar ao Brasil. O Flamengo, ao bancar valores incompatíveis com a lógica tradicional do continente, assumiu o protagonismo de uma operação que rompeu expectativas, tanto aqui quanto fora.


Ouça nossas análises e entrevistas sobre a eleição do Flamengo no seu agregador de podcast preferido: SpotifyDeezerAmazoniTunesYoutube MusicCastbox e Anchor.


A repercussão internacional imediata

Na Itália, a Gazzetta dello Sport tratou a transferência como “contratação do século”, destacando o valor, a duração do contrato e o retorno da joia que havia brilhado na Europa, especialmente em Milan e Lyon. O foco editorial passou pela longevidade do vínculo e pelo simbolismo de um jogador consolidado regressando ao clube de origem, algo cada vez mais incomum no futebol sul-americano.

No Reino Unido, o tom foi de espanto. A Sky Sports classificou a negociação como uma perda direta para a Premier League, ressaltando que o West Ham abriu mão de um de seus atletas mais criativos. A leitura britânica foi objetiva: o desejo explícito de Paquetá em retornar ao Rio de Janeiro foi decisivo, mas só se concretizou porque a proposta do Flamengo rompeu qualquer parâmetro financeiro esperado para clubes fora da Europa. Em libras, o negócio chegou a cerca de 36,5 milhões, valor considerado irrecusável.

França, Estados Unidos e o novo status do Flamengo

Na França, o L’Équipe adotou um enquadramento ainda mais simbólico. Sete anos após deixar o Brasil, Paquetá voltava para casa não como promessa, mas como protagonista. O jornal destacou a capacidade do Flamengo de repatriar um jogador de 28 anos, em auge físico e técnico, algo descrito como “fora da curva” no mercado sul-americano. A mensagem era clara: o clube carioca não apenas recupera um atleta, mas envia um sinal ao mundo sobre sua ambição esportiva e poder de atração.

O The Athletic, referência no jornalismo esportivo, trouxe os bastidores da negociação. Relatou a relutância inicial do West Ham, a pressão exercida pelo atleta e a constatação final de que a oferta rubro-negra fugia completamente do padrão regional. O texto classificou o movimento como um caso de “globalização reversa”, em que o fluxo tradicional de talentos é interrompido por um projeto esportivo e financeiro sólido fora do eixo europeu.

A Reuters foi ainda mais direta ao tratar a transferência como um marco de poder no continente. A maior agência de notícias do mundo colocou o Flamengo como símbolo de hegemonia econômica na América do Sul, enquanto a ESPN internacional destacou o alcance global da marca rubro-negra e o status de estrela mundial de Paquetá. Já o Yahoo Sports abordou o impacto cultural da chegada, sublinhando o engajamento da torcida e o retorno como um evento que ultrapassa as quatro linhas.

LIVE COMPLETA:

Mais do que futebol: imagem, mercado e narrativa

O investimento de 42 milhões de euros, cerca de 260 milhões de reais, elevou o patamar do mercado sul-americano, ainda que de forma concentrada. Não se trata de uma revolução generalizada do futebol brasileiro, mas de um movimento específico de clubes com lastro financeiro real. Flamengo, hoje, atua em outra prateleira. E isso foi percebido de maneira quase unânime pela imprensa estrangeira.

Há também um aspecto contemporâneo que ajuda a explicar tamanha repercussão. Paquetá não retorna apenas como jogador. Ele volta como ativo cultural, digital e simbólico. A chegada ao Rio, o reencontro com a torcida, a imagem com a família vestindo a camisa rubro-negra e o engajamento nas redes transformaram a contratação em experiência, narrativa e espetáculo. Algo que o futebol moderno, cada vez mais orientado por marca e imagem, sabe explorar.

VEJA MAIS:

CASO PREFIRA OUVIR:

Um divisor de águas

O consenso global é inequívoco. Da Europa às Américas, a leitura foi a mesma: o Flamengo deu um passo que reposiciona o clube no cenário internacional. Paquetá não volta para encerrar carreira, mas para liderar um projeto esportivo ambicioso, respaldado por poder econômico e estratégia de marca. A transferência não é apenas a mais cara do continente. É um divisor de águas sobre quem pode, de fato, competir em nível global a partir da América do Sul.

Flamengo sobe no ranking da Deloitte e se consolida entre os clubes mais ricos do mundo

Veja outros vídeos sobre as notícias do Flamengo:

+ Siga o Blog Ser Flamengo no Twitter, no Instagram, no Facebook e no Youtube.

 

Comentários
Sair da versão mobile