Primeiras impressões do Flamengo 2016.

Paulo Victor; Rodinei, Juan, Wallace e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Federico Mancuello; Marcelo Cirino, Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Exos e suas novas tecnologias trazidas e implantadas no Flamengo, Muricy Ramalho e sua comissão técnica. O Flamengo de 2016, numa visão mais real, tem esse panorama, pelo menos até a metade do ano – data em que os prováveis novos reforços da próxima janela, chegam.

Diferente de temporadas passadas quando pude melhor acompanhar o time, sem ser por vídeos fragmentados de YouTube, neste primeiro mês de trabalho de Muricy Ramalho, pude perceber algumas coisas e quis trazer a vocês, antes do clássico contra o Vasco que se aproxima e será jogado em algumas horas em São Januário – o que me traz um certo temor pelo fator segurança.

Enfim, do pouco que pude ver e de um VT que pude assistir atentamente, temos uma certa evolução no quesito postura do time na saída de bola, transição defesa-ataque. No jogo contra a Portuguesa, que terminou com goleada do Flamengo por 5 a 0, Juan e Wallace por pouquíssimas vezes ficavam presos ao setor defensivo e sempre procuravam sair em busca da primeira opção de passe. Ou seja, aquela apatia de 2015, em que os zagueiros ficavam presos e Canteros recuava pra buscar jogo(e também ficava preso), pouco foi vista. O jogador que tem ficado nessa vaga de Canteros é Márcio Araújo, mas Arão também voltava, ficava entre os zagueiros e fazia praticamente uma linha de cinco na retaguarda rubro-negra.

No lado esquerdo, ficava visível o que já era esperado e que eu pude ver em jogos por Independiente e Seleção Argentina: Mancuello bastante participativo, tanto defensiva como ofensivamente. Falando no argentino, a precisão na bola parada parece não ter ficado apenas nos belos gols em treinos na Gávea. Em um dos gols na goleada sobre a Portuguesa, bola na cabeça de Guerrero, que só teve o trabalho de coloca-la no fundo do gol adversário. Em outro lance do mesmo jogo, o escolhido foi Juan. A bola passou perto. Mas o detalhe a ser observado é a facilidade que ele tem em colocar a bola onde quer, como se o fizesse com as mãos. Tomara que faça jus à idolatria dos torcedores argentinos.

Willian Arão é a grata surpresa. Pelo menos aos que, como eu, não o conhecia. Um volante que muito o Flamengo precisava e parece ter enfim encontrado. Com bom senso de marcação, bom passe e que chega bem na frente, fazendo o tal elemento-surpresa, como aconteceu em dois gols na última quarta-feira: troca de passes na entrada da área, Emerson Sheik levanta a cabeça e acha Arão dentro da área, que antecipou ao goleiro Fernando e fez o segundo gol; nova troca de passes, dessa vez do lado direito. Bola em Cirino, que deixa para Arão, que conduz a bola e bate. A bola desvia no goleiro, sobe e, apesar do corte do adversário, já havia entrado e o Flamengo fazia o seu terceiro gol no jogo.

Marcelo Cirino é outro que muito me anima. Na época de saídas e chegadas, muitos o colocavam na tal barca para sair do clube e trilhar novos caminhos em sua carreira. Muricy o bancou. E hoje vemos um Cirino em novas e melhores condições, se comparado a 2015, ano de sua chegada ao Rio de Janeiro.

Umas das maiores preocupações na chegada de Muricy Ramalho ao Flamengo era a recuperação de Guerrero. O peruano que teve um bom início em 2015, tanto pelo Flamengo como por sua seleção(peruana), não rendeu de agosto até o fim do ano, e também de certa forma foi “sugado” pelo péssimo clima com que o Flamengo encerrou o ano.

Guerrero voltou em 2016 e já tem acumulado gols e belas participações nas partidas. Destaque significativo para os dois gols na vitória sobre o Atlético-MG, pela Primeira Liga, em pleno Mineirão.

O Flamengo de 2016 parece ser um time mais focado na sua razão de ser e disposto a buscar os seus reais e totalmente possíveis objetivos em campo. Se aquele Flamengo de 2015 tinha totais condições de brigar por um título brasileiro, por exemplo – e mostrou isso durante o campeonato brasileiro -, o que esperar desse time, que é a base daquele time do ano passado, reforçado com material humano e tecnológico? Certamente coisas muito positivas.

Que tenhamos um ótimo clássico amanhã e que a paz prevaleça dentro e fora de campo, acima de qualquer coisa.

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