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Absurdo! Danilo Lavieri distorce falas de Bap e Milly associa presidente do Flamengo com Trump e Epstein

Absurdo! Danilo Lavieri distorce falas de Bap e Milly associa presidente do Flamengo com Trump e Epstein

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou ao centro do debate público não por uma decisão administrativa concreta ou por um ato de gestão recente, mas pela forma como parte da imprensa esportiva passou a construir narrativas a seu respeito. Em meio à má fase esportiva do clube e às tensões naturais do início de temporada, análises e opiniões extrapolaram o campo da crítica e avançaram para distorções factuais, associações desproporcionais e ataques que pouco dialogam com os fatos.


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A discussão ganhou corpo a partir de comentários feitos por Danilo Lavieri, que atribuiu a Bap frases e posturas que não encontram respaldo em registros públicos, entrevistas ou documentos oficiais do clube. O caso mais emblemático envolve a recorrente afirmação de que o presidente teria dito que o Flamengo “vai atropelar todo mundo”, declaração que simplesmente não existe nos termos apresentados. O que há, de forma objetiva, é uma fala condicionada, registrada em ambiente interno, na qual Bap afirma que, se julgasse necessário, o clube teria capacidade financeira para investir pesado. A diferença entre possibilidade e promessa é evidente, mas foi ignorada na construção da crítica.

A origem da distorção, inclusive, é conhecida. A narrativa sobre “um bilhão para gastar” nasce de um relato informal atribuído a Ricardo Rocha, em conversa privada, posteriormente vazada e amplificada sem o devido cuidado contextual. Ao levar essa versão ao debate público como se fosse uma declaração oficial, parte da imprensa deixou de fazer o básico: checar, confrontar fontes e apresentar o fato em sua dimensão real.

Crítica é legítima. Questionar planejamento, estratégia de mercado ou impacto financeiro de contratações faz parte do jogo democrático que envolve um clube do tamanho do Flamengo. O problema começa quando a análise se ancora em frases inventadas, exageros retóricos e uma construção que transforma opinião em “fato” por repetição.

Esse movimento de vilanização ganhou contornos ainda mais graves com a coluna de Milly Lacombe. Ao abordar a relação entre poder, machismo e imprensa, a jornalista optou por associar Bap a Donald Trump e ao escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, numa analogia que salta qualquer critério de proporcionalidade. A comparação não se sustenta nem no contexto, nem na natureza dos episódios. Misturar uma fala inadequada feita em um evento interno do Flamengo com um dos maiores escândalos de abuso sexual da história recente não esclarece o debate; apenas o contamina.

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É possível, e necessário, criticar a fala de Bap dirigida à jornalista Renata Mendonça. O comentário foi infeliz, deslocado e mereceu a repercussão negativa que teve. E teve. O episódio dominou programas esportivos, colunas, redes sociais e análises por dias. Não houve silêncio, blindagem ou omissão da imprensa. O fato foi amplamente debatido e condenado. Ignorar essa repercussão para sustentar a tese de conivência revela mais intenção narrativa do que compromisso com a realidade.

O ponto sensível surge quando a crítica deixa de ser aplicada de forma isonômica. Situações semelhantes, envolvendo dirigentes ou treinadores de outros clubes, não recebem o mesmo enquadramento simbólico, nem o mesmo peso moral. A seletividade enfraquece o discurso e escancara preferências pessoais travestidas de análise estrutural.

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Ao associar personagens distintos, contextos incomparáveis e episódios de naturezas radicalmente diferentes, o debate se perde. O Flamengo, por sua dimensão, sempre será alvo de escrutínio mais intenso. Isso é natural. O que não pode se naturalizar é a transformação da crítica em instrumento de desgaste pessoal, baseado em exageros, ilações e paralelos forçados.

No fim, o que se observa é menos uma análise sobre gestão, futebol ou ética e mais uma disputa narrativa, em que vale tensionar os limites para gerar impacto, engajamento e cliques. Quando o jornalismo esportivo troca o rigor pelo atalho, todos perdem: o clube, o debate público e o próprio leitor.

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