Colecionador critica Nike e defende volta da Adidas à Seleção Brasileira

Colecionador critica Nike e defende volta da Adidas à Seleção Brasileira

O colecionador Luis Quedinho defendeu a volta da Adidas como fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira e criticou os uniformes produzidos pela Nike nos últimos anos. Durante conversa sobre camisas de futebol, o colecionador apontou falta de inovação nos modelos da equipe nacional e relembrou o vínculo afetivo com os uniformes da Adidas, especialmente os de estilo retrô. O debate também passou pela evolução dos desenhos das camisas rubro-negras e pela participação dos conselheiros na escolha dos modelos do clube.


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Quedinho critica os uniformes recentes da Seleção

A preferência de Quedinho pela Adidas foi acompanhada de críticas à atual fornecedora da Seleção Brasileira. Para ele, a Nike já teve tempo suficiente para apresentar novidades e não tem conseguido entregar camisas que o agradem. O colecionador citou os modelos lançados a partir de 2018 como exemplos de uma fase que considera pouco inspirada.

A Nike, para mim, já deu. Acho que ela não tem inovação”, afirmou. Na avaliação de Quedinho, algumas escolhas de tonalidade do amarelo também se afastaram da identidade que ele associa à camisa brasileira. O uniforme, segundo sua visão, deve preservar uma cor mais intensa, próxima do dourado, como a utilizada em modelos históricos.

A defesa da Adidas ganhou força depois que ele publicou, na página Charuto Futebol Clube, uma camisa conceitual da Seleção com design inspirado na marca alemã. A imagem, que não correspondia a um lançamento oficial, teve ampla repercussão entre os usuários, segundo relatou. A reação reforçou, para Quedinho, a existência de uma parcela de torcedores que gostaria de ver a fornecedora retornar ao uniforme brasileiro.

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A memória afetiva pesa na escolha das camisas

A relação de Quedinho com os uniformes não se limita ao desenho ou à marca estampada no peito. Ao comentar sua coleção, ele explicou que o valor afetivo está ligado às experiências vividas com o pai e às idas ao Maracanã. Por isso, camisas de determinadas épocas têm um significado que ultrapassa a qualidade do material ou a avaliação estética.

Quedinho afirmou que gosta das diferentes camisas do Flamengo, mas destacou a Adidas como sua principal referência. Também reconheceu a importância da Olympikus, fornecedora que marcou uma fase do clube, embora não tenha despertado nele o mesmo interesse de colecionador. A lembrança de modelos antigos, inclusive, trouxe à tona o cuidado que tinha desde criança para não danificar os uniformes, evitando até encostar em paredes ásperas.

A preferência pela Adidas, portanto, não significa rejeição a todas as outras marcas. Quedinho fez questão de reconhecer a contribuição de diferentes fornecedoras para a história rubro-negra, mas associou os modelos retrô da empresa alemã a uma experiência pessoal que permanece como referência.

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Escolha dos uniformes do Flamengo mudou com o tempo

Quedinho citou a participação de Elsa Braga no redesenho do escudo do Flamengo e comentou mudanças históricas no uniforme, que nem sempre foram recebidas de imediato com aprovação pelos torcedores mais tradicionais. A alteração de elementos visuais pode causar estranhamento no início, mas o tempo e os acontecimentos esportivos ajudam a consolidar a memória de determinada camisa.

A conversa também mencionou o trabalho de Carol Malaquini, que reúne esboços e referências sobre uniformes rubro-negros. Para Quedinho, revisitar esses desenhos ajuda a compreender como decisões de criação contribuíram para a identidade visual do clube.

Ao final, a discussão reforçou que a camisa de futebol carrega diferentes camadas de significado: a identidade do time, o trabalho de quem a desenha, a relação com a fornecedora e as lembranças construídas por cada torcedor. No caso de Quedinho, a defesa da Adidas para a Seleção Brasileira nasce justamente desse encontro entre preferência estética, tradição e memória afetiva.

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