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Davi, essa classificação é pra você

E hoje, dia 6 de novembro de 2013, o tempo passou e o Flamengo, contestado, como ainda é, no Brasileiro e sem passar confiança a muita gente, é finalista da Copa do Brasil. Semana passada, em Goiás, o Flamengo passou com relativa tranquilidade pelo time do Goiás e veio para o Maracanã com uma ótima vantagem no placar de 2 a 1.

Jayme, no Fla-Flu, como dito no texto passado, foi a campo com um time totalmente desfigurado e com talvez apenas 3 titulares. Todos os outros, poupados para hoje garantir a vaga na decisão. E Jayme conseguiu. Venceu o Fluminense por 1 a 0, gol de Hernane, e veio para o Maraca para ficar a um passo de fazer história, como mais um interino que leva o Flamengo a uma taça nacional, com um time que não passava e ainda não passa total confiança a ninguém.

Pouco mais de cinquenta mil pessoas bateram o pé e foram ao Maraca nesta noite para empurrar o Flamengo e levá-lo à classificação. Flamengo que viu Eduardo Sasha, em levantamento na área, cabecear para o gol e abrir o placar, fazendo o Flamengo ligar o sinal de alerta e ficar consciente de que teria de ir com tudo em busca da vitória.

Não demorou muito e o time acordou. A torcida empurrou e, numa subida com Elias chutando em cima da marcação, Hernane recebeu o passe posterior e entrou na área tocando por cima de Renan e empatando o jogo. O Maraca, que estava lotado, ferveu.

O Flamengo insistia no lado esquerdo em seus ataques, possivelmente por conta de Vítor, lateral direito do Goiás, que era talvez a única esperança de desafogo do time. André Santos e Paulinho, ambos em excelente fase, insistiram por aquele pedaço de campo durante todo o primeiro tempo, assim como feito em Goiás.

Paulo Victor não se viu ameaçado, por méritos de Wallace e Chicão, que fecharam a zaga mais uma vez. Sem falar nos eventuais combates de Léo Moura e Amaral nas laterais e no meio-campo.

E o gol da virada veio numa troca de passes exatamente no lado esquerdo. Elias recebeu de Amaral e, mesmo marcado por três jogadores, girou e chutou de onde estava, da entrada da grande área. Bola quase no ângulo. Golaço de Elias e, por que não, de Davi – filho dele, que recentemente esteve internado, enfermo. Na comemoração, Elias coloca a mão no rosto e a cobre, fazendo uma alusão a uma máscara hospitalar.

O time recuperou a confiança, que já não tinha sob o comando de Mano Menezes. Jayme uniu a equipe, os fez jogar, blindou o time, e aí se vê o resultado: um time à beira de um título nacional, que ninguém esperava, porém no momento em que mais precisa.

Felipe contundiu-se e talvez só retorne em 2014. Wallace, reserva contestado, tomou a vaga de González e dali não saiu mais, conseguindo segurança no setor ao lado de Chicão, experiente e ótimo zagueiro, além de também ser exímio cobrador de faltas. Léo Moura, com revezamento, vem melhorando o desempenho e, com André Santos, fechou as laterais, acabando talvez com o drama no setor — resta saber se o primeiro aguentará mais tempo e com regularidade. Amaral e Luiz Antônio fecharam a espinha dorsal na marcação e garantiram a segurança que a zaga precisava e que os laterais necessitavam para atacar sem tanto receio. Elias não precisa ter comentários tecidos pelo fato de suas próprias atuações falarem por si — ajuda na marcação e também sabe chegar ao ataque, ajudando Carlos Eduardo, que sabe bem que não dá para depender dele e que o Flamengo não irá, com certeza, esperar sentadinho que o mesmo perca seu medo e volte a jogar como nos tempos da Europa e do Grêmio. E, por fim, Paulinho, a principal válvula de escape, que anda atuando bem demais colado em André Santos, além de arrancar nos contra-ataques e saber segurar o jogo quando preciso, e Hernane, Brocador, artilheiro de um toque só e um baita sortudo por estar chegando até aqui.

O Flamengo não briga por mais nada no Campeonato Brasileiro, a não ser para ficar na metade da tabela, respirando e relaxando e juntando energias para encerrar sua participação na Copa do Brasil com o tricampeonato. Obrigado, Jayme, por ser mais um dos poucos que pegaram um elenco esfacelado ou embaralhado, encaixar o time em seu melhor esquema possível e passar confiança a um grupo que vinha de muitas oscilações.

No sábado, teremos o Goiás pelo Campeonato Brasileiro. Sem tanta obrigação, devido aos pontos conquistados até aqui e com a cabeça totalmente na decisão da Copa do Brasil. E, além do Jayme e além da torcida, Davi, essa classificação é pra você. Força e saúde!

Germano Medeiros
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