Situação já vivida

A última vez que o Flamengo foi à final da Copa do Brasil, em 2006, jogou contra o Vasco, na véspera do primeiro jogo da decisão daquele ano. Vitória dos mal-vestidos por 1 a 0, em 16/07/2006. Naquela época, a situação era bem parecida com a atual. O Flamengo tinha um time de médio para fraco e, na competição, igual a este ano, o Fla teve três técnicos no comando, chegando ao título sob a batuta de Ney Franco.
O fato coincide com o atual momento. O Flamengo ainda luta contra o rebaixamento, tem um time de médio para fraco e tem Jayme de Almeida em seu comando, após as saídas de Jorginho e Mano Menezes — este último saindo pouco após a classificação às quartas de final.
Sabendo disso, Jayme ousou neste domingo. Mandou a campo, contra o Grêmio, um time totalmente desfigurado, mas minimamente estruturado conforme o que tinha em mãos.
Para um primeiro tempo horrível e sonolento, os dois times se acertaram e voltaram ao segundo tempo acesos e fizeram o placar. Primeiro com Maxi Rodríguez, que, após falha em saída de bola do Flamengo, cortou Samir e Nixon e mandou de canhota no canto direito de Paulo Victor.
Porém, o Grêmio abriu o placar e chamou o Flamengo ao seu campo. João Paulo, numa tentativa de rara felicidade, bateu de direita, sua perna ruim, viu a bola desviar no meio do caminho e enganar Dida, entrando no seu canto esquerdo. O Flamengo empatava num momento em que era melhor, mas não era nem um pouco seguro em sua defesa.
Tanto que Maxi, mais uma vez, resolveu. Bateu de canhota, da entrada da área, tirando de Paulo Victor. O segundo dele no jogo e o segundo do Grêmio, que, de certa forma, mereceu o resultado.
O destaque negativo do Flamengo foi Nixon, jogando de cabeça baixa e sem prestar atenção ao jogo. Já o destaque positivo pode ser a entrega do Rubro-Negro em uma mínima parte do segundo tempo, quando tentava buscar seu gol a todo custo.
Neste momento, imagino Jayme um pouco confuso. Quarenta e cinco pontos garantidos, porém, duas derrotas seguidas e vendo o pelotão de trás se aproximando. De um lado, uma chance de título, que não vem desde 2006; só que a situação daquela época era diferente. Em 2006, a Copa do Brasil decidiu-se em julho, de forma que o Flamengo venceu e teve tempo de escapar do rebaixamento sem precisar esquentar a cabeça com outra competição paralela.
É certo que todo rubro-negro tem em mente que o Flamengo não irá cair, mas é preciso que, nos próximos jogos, seja feita uma força para garantir ao menos uma vitória e afastar de vez esse risco, priorizando apenas esse título. É uma situação já vivida, porém com um toque de confusão no meio.
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