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Flamengo subiria para 22º no ranking Deloitte 2026 e entraria no Top 25 mundial de receitas

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Foto: Paula Reis/Flamengo

O Flamengo encerrou 2025 com números que não apenas reforçam sua liderança na América do Sul, mas também redesenham sua posição no cenário global. A partir da atualização da receita recorrente do clube, ajustada pela taxa média anual do euro em relação ao real, o Rubro-Negro passaria a ocupar a 22ª colocação no ranking da Deloitte Football Money League 2026. O salto não é simbólico. Ele altera o patamar do clube na comparação direta com as principais ligas do mundo e o coloca em um grupo historicamente restrito a europeus.


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A nova estimativa parte de um dado central do relatório financeiro: R$ 1,571 bilhão em receita recorrente em 2025. Convertido pela taxa média de R$ 6,31 por euro, o valor atinge € 248,97 milhões. É um avanço relevante em relação aos € 202,7 milhões inicialmente considerados pela Deloitte na publicação original de janeiro de 2026. Essa diferença, aparentemente técnica, muda completamente o enquadramento do Flamengo dentro do ranking.

O salto no ranking global

Com € 248,97 milhões, o Flamengo sairia da 29ª posição e avançaria sete colocações, alcançando o 22º lugar. O novo posicionamento o coloca à frente de clubes tradicionais do futebol europeu e de equipes inseridas em ligas com receitas historicamente superiores.

Na prática, o clube brasileiro ultrapassaria nomes como Roma, Brighton, Everton, Crystal Palace, Bournemouth, Wolverhampton e Brentford. Todos inseridos em mercados com maior poder econômico, sobretudo a Premier League, que domina o ranking em volume de receitas.

A proximidade com o Eintracht Frankfurt, 21º colocado com € 269,9 milhões, também chama atenção. A distância passa a ser relativamente curta, indicando que o Flamengo começa a disputar espaço em uma faixa intermediária do ranking, e não mais na periferia do Top 30.

O único fora da Europa

O dado mais emblemático está na composição do grupo. Com essa atualização, o Flamengo se consolidaria como o único clube fora da Europa presente entre os 30 maiores faturamentos recorrentes do futebol mundial.

Esse isolamento geográfico não é casual. Ele evidencia uma diferença estrutural entre mercados. Enquanto clubes europeus operam em ambientes altamente monetizados, com receitas robustas de TV, estádios e patrocínios globais, o Flamengo constrói sua posição a partir de uma realidade econômica distinta.

Ainda assim, consegue romper essa barreira e se inserir em um ranking que, historicamente, sempre foi dominado por clubes ingleses, espanhóis, alemães e italianos.

O que explica a mudança

A revisão do posicionamento não vem de uma única fonte. Ela é resultado da consolidação de um modelo baseado em receitas recorrentes. Diferente da receita total, que inclui vendas de atletas, a métrica utilizada pela Deloitte prioriza entradas previsíveis e sustentáveis.

Nesse aspecto, o Flamengo apresentou um crescimento consistente. O clube ampliou suas receitas de broadcast, comercial e matchday, sustentado por desempenho esportivo e expansão da marca.

O aumento da receita recorrente para R$ 1,571 bilhão é o ponto de inflexão. Ele não apenas eleva o faturamento, mas melhora a qualidade da receita, tornando-a mais comparável aos padrões europeus.

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Linha do tempo recente

A evolução até esse patamar não acontece de forma abrupta. Desde 2019, o Flamengo vem ampliando sua base financeira, com crescimento contínuo das receitas recorrentes.

Em 2020, a pandemia interrompe parte desse avanço, pressionando indicadores. Nos anos seguintes, o clube retoma a trajetória de crescimento, diversificando fontes e fortalecendo sua operação.

O ano de 2025 representa a consolidação desse ciclo. O Flamengo atinge um nível de receita que permite competir, em termos financeiros, com clubes de ligas mais ricas.

A importância da taxa de câmbio

A conversão para euro é um fator determinante nessa análise. O uso da taxa média anual de R$ 6,31 garante maior precisão na comparação internacional.

Sem esse ajuste, a receita do Flamengo tende a ser subestimada no ranking global. Com ele, o clube passa a refletir de forma mais fiel sua capacidade econômica real.

Essa diferença de metodologia explica o salto de € 202,7 milhões para € 248,97 milhões. Não se trata de mudança na operação, mas de adequação na leitura dos dados.

Impacto estratégico

O novo posicionamento tem implicações que vão além do ranking. Estar entre os 25 maiores faturamentos recorrentes do mundo amplia o poder de negociação do clube.

Isso afeta contratos comerciais, atratividade para patrocinadores e percepção internacional da marca. O Flamengo deixa de ser visto apenas como potência regional e passa a ocupar espaço no mercado global.

Também há impacto esportivo. Com maior capacidade financeira, o clube amplia seu alcance na contratação e retenção de talentos.

Entre realidade e desafio

Apesar do avanço, a distância para o topo ainda é significativa. Os clubes que lideram o ranking operam com receitas muito superiores, impulsionadas por mercados consolidados e contratos de mídia de larga escala.

O Flamengo, nesse contexto, inicia uma nova fase. Não mais a de entrada no ranking, mas a de permanência e evolução dentro dele.

Manter esse nível exigirá continuidade na gestão, estabilidade esportiva e adaptação às mudanças no mercado global de direitos e patrocínios.

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