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Rafaela Silva não tem contrato renovado, deixa o Flamengo e retorna ao Instituto Reação

Rafaela Silva não tem contrato renovado, deixa o Flamengo e retorna ao Instituto Reação

O Flamengo confirmou nesta segunda-feira (26), a saída de Rafaela Silva de sua equipe de judô. Campeã olímpica, bicampeã mundial e um dos maiores nomes do esporte brasileiro, a atleta não teve o contrato renovado e anunciou oficialmente o retorno ao Instituto Reação, projeto onde iniciou a carreira e que defenderá durante o ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.


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A decisão já vinha sendo desenhada nos bastidores. Desde o fim da última temporada, o vínculo entre Rafaela e o clube rubro-negro se aproximava do encerramento sem avanços concretos por uma renovação. O anúncio público, no entanto, chamou atenção pela ordem dos fatos: a confirmação partiu primeiro do estafe da atleta e do próprio Instituto Reação, ainda pela manhã, enquanto o Flamengo só se manifestou horas depois, de forma discreta, dentro de um comunicado mais amplo sobre reformulação da equipe.

um retorno às origens

Em publicação nas redes sociais, Rafaela definiu a mudança como uma decisão tomada com o coração. Aos 32 anos, ela volta à instituição fundada por Flávio Canto, onde treinou por quase duas décadas e construiu as bases técnicas e humanas que a levaram ao topo do judô mundial.

Não foi uma decisão fácil, mas foi uma decisão com o coração. Volto para onde tudo começou, carregando os valores que aprendi dentro e fora do tatame”, escreveu a atleta, que também fez questão de agradecer ao Flamengo pelo período em que defendeu o clube.

A escolha vai além do aspecto esportivo. O Instituto Reação vive um momento de expansão estrutural, com a inauguração prevista de uma nova sede na Rocinha ainda este ano. A volta de Rafaela reforça não apenas o projeto olímpico, mas também o papel simbólico da atleta como referência para as novas gerações.

cinco anos em vermelho e preto

Rafaela Silva chegou ao Flamengo em 2021, em um momento sensível de sua carreira. No clube, encontrou estrutura, respaldo e competitividade para seguir em alto nível. Durante o período como atleta rubro-negra, acumulou conquistas expressivas, entre elas o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2023, o bicampeonato mundial e o bronze olímpico por equipes em Paris 2024, luta decisiva na vitória do Brasil sobre a Itália.

Ao longo desse ciclo, Rafaela se tornou a primeira judoca brasileira a conquistar medalhas em Jogos Olímpicos, Mundiais e Pan-Americanos, feito alcançado enquanto defendia o Flamengo. Em declaração divulgada pelo próprio clube, reconheceu o papel da instituição nesse processo. Segundo ela, sem a estrutura e a confiança recebidas, os resultados não teriam sido possíveis.

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comunicação e silêncio

A forma como o Flamengo anunciou a saída gerou questionamentos. A despedida foi inserida em um carrossel sobre mudanças na equipe, sem destaque individual, o que contrastou com a grandeza da atleta e com o impacto de sua trajetória no esporte nacional e nos esportes olímpicos do clube.

Não há informações públicas sobre tentativas formais de renovação ou sobre os motivos que levaram a diretoria a optar pelo encerramento do vínculo. Internamente, a avaliação é de que se trata de uma decisão administrativa, sem conflitos ou desgaste entre as partes.

No mesmo comunicado, o Flamengo anunciou as chegadas de Rodrigo Abner, da categoria até 100 kg, e Gabrielle Ferreira, da categoria até 70 kg, que passam a integrar um elenco que já conta com atletas de seleção brasileira.

o simbolismo da volta

Flávio Canto, fundador do Instituto Reação e mentor de Rafaela desde a infância, destacou o peso emocional e esportivo do retorno. Segundo ele, a atleta volta em um momento estratégico, com maturidade e liderança, para buscar uma terceira medalha olímpica.

Rafaela dividirá o tatame com a irmã, Raquel Silva, hoje treinadora da equipe feminina do projeto e campeã pan-americana. A judoca está atualmente na Europa, participando de um período de treinos com a seleção brasileira até o início de fevereiro. Em seguida, disputará o Grand Slam de Paris, antes de retornar ao Brasil para a apresentação oficial no núcleo da Rocinha.

A partir de agora, Flamengo e Instituto Reação passam a se enfrentar diretamente nas competições nacionais de clubes. Uma mudança simbólica, que marca o fim de um ciclo vitorioso e o início de outro, igualmente carregado de significado.

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