O Flamengo joga mal, erra feio e novamente sai do Engenhão no lucro!

Ficha técnica da partida:

Escalação do Flamengo: Paulo Victor; Wellington Silva, Marllon, González, Magal; Amaral, Luís Antônio, Ibson, Renato Abreu; Diego Maurício, Love. Técnico: Joel Santana. Esquema: 4-4-2.

Escalação do Atlético-GO: Márcio; Marcos, Gilson, Gabriel, Eron; Pituca, Fernando Bob, Joilson, Bida; Wesley, Felipe. Técnico: Hélio dos Anjos. Esquema: 4-4-2.

Gol(s): Renato aos 35 do 1º tempo e aos 15 do 2º, e Adryan aos 12 do 2º (Flamengo). Felipe aos 28 do 1º tempo e aos 37 do 2º (Atlético-GO).

Cartões Amarelos: Gabriel, Gilson e Marcos (Atlético-GO).

Arbitragem: Heber Roberto Lopes. Auxiliares: Ivan Carlos Bohn, José Carlos Dias Passos.

O Flamengo joga mal, erra feio e novamente sai do Engenhão no lucro!

Durante a semana passada, Joel Santana nos treinos demonstrou satisfação com a vontade e disposição do jovem, Adryan, cria rubro-negra. O técnico não deu as cartas dizendo que iria escalá-lo em campo, mas disse ter gostado do que viu. O jogador ficou animado, como qualquer garoto, recém promovido ficaria.

Joel sabia que um novo tropeço poderia e ainda pode lhe custar o cargo. Mas também tinha consciência de que não poderia e não deveria “queimar” o garoto. No fim das contas, decidiu segurar o mesmo no banco por um tempo. A não escalação de Adryan logo de início para o jogo, foi surpresa para todos. Menos para Joel. Que confiando no seu ímpeto defensivista e pragmático, decidiu por mais uma vez, mandar a campo seus confiáveis 4 volantes.

O jogo no primeiro tempo foi bem morno, difícil de acompanhar. Ambos os times erravam muitos passes. Do mais simples ao mais complexo.

Na teoria, seria o Flamengo quem daria o primeiro passo rumo à vitória, por jogar “em casa”, mas não aconteceu. O Flamengo deixou o Atlético-GO gostar do jogo. O time goiano timidamente se soltava e começava a arriscar jogadas por todos os setores do campo. Em determinado momento, por 3 minutos, o Flamengo ficou sem a bola em seu domínio. Completamente perdido. Tanto é que tomou o gol. Joilson abre bola na esquerda para Felipe. O jogador, visivelmente, não teria muitas chances contra a zaga do Flamengo bem postada. Visivelmente! Porque na prática a conversa foi outra.

Marllon e González dormiram no ponto e viram Felipe abrir o placar no Engenhão. Torcida vaiou, protestou e talvez até xingou a má atuação do time. Com razão!

Se nenhum setor do time conseguia criar nada de produtivo. Laterais mais uma vez sem a presença de Léo Moura – ainda machucado – e o meio com um mar de volantes, coube ao time por si só, sair dessa situação na base do esforço coletivo.

Em arrancada, Love sofre falta perto da entrada da grande área. Renato bate com força do lado oposto à barreira e empata o jogo. Parte da torcida comemora, outra parte mais lúcida fica quieta.

O restante do primeiro tempo se seguiu com um pequeno domínio do Flamengo, mas sem criar muitas chances. O Atlético-GO tentava como podia se safar e conseguir algo no contra-ataque.

No retorno ao segundo tempo, o tão esperado reforço vindo da base, dá as caras no jogo. Adryan entra no lugar de Wellington Silva. Com a mudança, Luís Antônio fora deslocado para a lateral direita.

E surtiu efeito logo de cara! Em ótima descida pela direita, Adryan cruza ótima bola na cabeça de Diego Maurício, que só não virou o jogo porque Márcio fez boa defesa.

Se no ataque as jogadas começaram a fluir, na zaga as confusões e tropeços só passaram a aumentar. Após mais uma falha da zaga, Felipe invadiu a área, e só não fez o segundo, porque Paulo Victor com a perna direita salvou.

Mas Adryan entrou para isso, para fazer o Flamengo ressurgir do marasmo. E aos 11, após nova subida, desta vez Amaral praticamente rolou pra trás e viu Adryan chegar batendo de primeira e de canhota. Flamengo vira o jogo com o dedo, ou melhor o pé de Adryan, não de Joel.

Não deu outra, novamente o Flamengo tinha uma falta na entrada da grande área. Desta vez, Renato preferiu bater colocado na bola, mas o destino foi o mesmo. O gol.

Aos 30, vendo que o Flamengo tinha perdido um pouco da força ofensiva, Joel fez até certo ponto uma mudança ousada. Mas não burra. Tirou Diego Maurício e apostou em Bottinelli. Que fez partida sem brilho.

Mas a zaga definitivamente não ajudava. Em erro na saída de bola, González entrega a bola no pé de Felipe, que invade a área e faz mais um.

O resto da partida foi de ataque contra defesa. Um Flamengo que se segurou demais pra impedir o empate de um Atlético sem forças.

A torcida ficou insegura, tensa, mas de certa forma, agradeceu ter saído do Engenhão com a vitória. Joel se mantém no cargo. Pelo menos foi o que disse Paulo César Coutinho – vulgo Cascão – ao fim do jogo. Só não se sabe até quando.

O Flamengo joga mal, erra feio e novamente sai do Engenhão no lucro!

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