O Flamengo ampliou a receita com patrocínios e publicidade nos nove primeiros meses de 2026, mas registrou queda em rubricas ligadas à mídia e ao desempenho esportivo. No mesmo período, o clube arrecadou R$ 120,1 milhões com jogos e, após descontar os custos diretos, ficou com resultado líquido de R$ 80,8 milhões, segundo o relatório financeiro do terceiro trimestre.
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Os números mostram duas frentes distintas da operação rubro-negra: a expansão comercial, que fortaleceu receitas recorrentes, e a variação das entradas relacionadas a contratos de mídia, exposição e desempenho. O documento também permite observar quanto a bilheteria contribuiu para o resultado e como esse retorno mudou em relação a 2025.
Patrocínio e publicidade somaram R$ 375,2 milhões no consolidado, ante R$ 260,4 milhões em 2025. Já a rubrica de mídia e publicidade convencional recuou de R$ 393 milhões para R$ 273,7 milhões. Os direitos fixos de transmissão cresceram, de R$ 150,8 milhões para R$ 191 milhões, enquanto participação, exposição e performance caíram de R$ 225,4 milhões para R$ 63,4 milhões. O próprio relatório informa que parte dos valores de 2025 foi reclassificada para permitir a comparação, sem alterar a receita total.
A bilheteria e o resultado dos jogos
Até setembro, o Flamengo registrou R$ 120,2 milhões em renda bruta de jogos, contra R$ 99,6 milhões no mesmo intervalo de 2025. Os custos diretos foram de R$ 39,4 milhões, deixando resultado líquido de R$ 80,8 milhões. No ano anterior, esse resultado havia sido de R$ 60,7 milhões.
O Campeonato Brasileiro foi a principal fonte de retorno, com R$ 70,4 milhões de renda bruta e R$ 48,7 milhões líquidos em 14 partidas. A Libertadores rendeu R$ 26,8 milhões brutos e R$ 19,7 milhões após os custos, em cinco jogos. A Recopa, disputada em uma partida, gerou R$ 6,7 milhões líquidos. Os números mostram que a arrecadação não se resume à bilheteria: o balanço desconta os custos diretos para apresentar o resultado de cada competição.
O resultado de 2026 também deve ser lido no contexto da receita recorrente, que chegou a R$ 1,17 bilhão, alta de 11,3% sobre o ano anterior. Sem os R$ 155,8 milhões recebidos pela participação no Mundial de Clubes de 2025, o crescimento foi de 30,8%. O clube atribui parte do avanço às receitas de licenciamento, patrocínio e publicidade e às operações de jogos, que cresceram 27,6%.
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O balanço apresenta, portanto, um cenário de receitas comerciais em expansão e maior retorno líquido das partidas, ao mesmo tempo que algumas linhas de mídia e desempenho perderam peso. A comparação exige atenção às classificações contábeis e à natureza de cada rubrica: direitos fixos de transmissão, receitas variáveis e patrocínios não respondem necessariamente aos mesmos fatores, e o resultado líquido dos jogos não deve ser confundido com a renda bruta arrecadada nos estádios.
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