Flamengo negocia renovação com o BRB. Conversas acontecem após iniciativa do novo presidente do banco
O Flamengo iniciou, neste começo de 2026, conversas para renovar o contrato de patrocínio com o Banco BRB, parceiro desde 2020, em um momento sensível para a instituição financeira. As tratativas envolvem valores, prazo e possíveis ativações futuras, como a retomada do projeto de banco digital, enquanto o cenário externo impõe cautela por causa de investigações e mudanças na gestão do banco.
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O contrato atual vence em abril e rende ao Flamengo cerca de R$ 40 milhões por temporada. A proposta em discussão prevê uma extensão por mais três anos, com cifras que podem chegar a aproximadamente R$ 150 milhões no total, o que elevaria o valor anual para algo em torno de R$ 50 milhões. O aumento seria significativo, próximo de 25%, refletindo a valorização comercial do clube e a importância do espaço ocupado pelo BRB no uniforme, hoje em uma das áreas mais nobres da camisa, acima do escudo.
A negociação e o impacto dos fatores externos
As conversas avançaram lentamente nos últimos meses por fatores alheios ao Flamengo. Em novembro, a operação da Polícia Federal que atingiu o Banco Master, com a prisão de Daniel Vorcaro e o afastamento de Paulo Henrique Costa da presidência do BRB, criou um ambiente de instabilidade institucional. A troca no comando do banco exigiu uma reavaliação interna dos contratos e levou o novo presidente a procurar o Flamengo para entender detalhes da parceria em vigor.
Esse movimento reabriu o diálogo, mas não significou, até aqui, a formalização da renovação. Apesar do otimismo nos bastidores, o clube trata o tema com cautela.
O banco digital que nunca saiu do papel
Um dos pontos que sempre orbitou a parceria foi o projeto do banco digital BRB Flamengo. A ideia chegou a ser aprovada pelo Conselho Deliberativo, mas nunca foi efetivamente colocada em prática. A antiga gestão não avançou nas negociações operacionais, e o projeto ficou restrito ao campo das possibilidades.
Em dezembro, durante apresentação na Gávea, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, explicou que qualquer retomada dessa iniciativa depende diretamente da renovação contratual. Não faria sentido estruturar uma operação complexa, com equipe dedicada e investimentos relevantes, às vésperas do encerramento do vínculo. Caso o acordo seja estendido, o tema pode voltar à mesa, mas sem garantias de execução no curto prazo.
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Valorização esportiva x risco de imagem
Do ponto de vista financeiro, a renovação representa uma valorização coerente com o patamar atual do Flamengo, hoje o principal ativo comercial do futebol brasileiro. O clube ampliou sua capacidade de licenciamento, diversificou receitas e mantém contratos superiores aos firmados por outros grandes do país, inclusive no fornecimento de material esportivo com a Adidas.
Por outro lado, a situação do BRB exige prudência. O banco enfrenta desgaste de imagem após sua associação indireta ao caso do Banco Master, envolvendo compra de títulos e investigações que culminaram em mudanças na cúpula. Mesmo não sendo parte direta das irregularidades, o impacto reputacional existe.
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O que vem pela frente
Com o contrato perto do fim, o desfecho deve ocorrer nos próximos meses. A tendência é que Flamengo e BRB avancem para uma renovação, mas o clube não ignora o contexto político e institucional do parceiro. Caso o acordo seja fechado, abre-se a possibilidade de novas ativações e projetos. Caso contrário, o Flamengo terá de buscar alternativas em um mercado cada vez mais competitivo e sensível à reputação das marcas envolvidas.
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