Vai passar.

622_854a31f7-14ef-3247-ba58-957bfb00d2a7Hoje, passadas mais de 30 horas, após a vexatória eliminação de quarta-feira, a dor permanece latente. Há quem diga que o fato de Luxemburgo ter mandado a campo ante a Chapecoense, um time titular, vencer por 3 a 0 e no meio da partida, tirar suas principais peças, tenha sido o principal e talvez maior erro que ele poderia ter cometido e, por conseqüência, causado a eliminação dias após. Também existe a “teoria da conspiração”, cuja foi e está sendo estipulada até agora nas redes sociais, sobre um possível pagamento a Luxemburgo ou coisa parecida, para que, de qualquer maneira, ganhando ou perdendo, colocasse Matheus no jogo. Eu fiz um esforço enorme para, nesse post, não citar, nem de longe esse tipo de pensamento. Mas, se qualquer torcedor com um mínimo de lucidez parar pra pensar – e aí independente de ter visto o jogo por completo ou não – o quão estranho foi um jogador que mal era/é utilizado por Luxemburgo, entrar no meio de um jogo tão pesado quanto era essa semifinal de Copa do Brasil, ele fica com, não apenas uma, mas várias pulgas atrás da orelha.

Esse time tinha condição de ser tetra/bi consecutivo. Nada mais confirmador para isso que o fato de que o time, em certo momento do jogo no Mineirão, tinha 3 a 0 no placar agregado. Ali era segurar, não deixar de maneira alguma o Atlético sequer pensar em reação, deixar o time deles atordoado. Para a bola, bola ao chão, toca, pensa e cadencia o jogo. Faz posse e vai aos poucos desestabilizando o adversário. Não se intimida com o “Eu acredito” ecoado pela torcida desde a Libertadores 2013. A tarefa não era fácil, mesmo com o 3 a 0, mas podia ser. Era deixar o tempo passar, jogar bola com tranqüilidade e ficar a dois jogos contra o Cruzeiro, de retornar à Libertadores, após a recente eliminação em Abril deste ano.

A verdade é que, a segunda década dos anos 2000, a qual estamos, tem sido uma década mais forte para o futebol do Flamengo. Na década passada inteira, o Flamengo somou apenas 3 participações na Taça Libertadores, sendo eliminado na fase de grupos em uma(2002) e saindo nas oitavas de final nas duas restantes(2007 e 2008). A comparar a atual década, em 4 anos o Flamengo já acumula 3 participações. Ou seja, há uma evolução em se tratando da freqüência de participações e também, porque não, no desempenho na competição. Em 2010, o Flamengo foi eliminado nas quartas de final e tinha condições de até brigar pelo título talvez. Quis o destino, não fosse ali. Em 2012 e 2014 a história repetiu-se: eliminação na fase de grupos. O Flamengo sendo eliminado por ele próprio.

A eliminação foi na Copa do Brasil e não na Libertadores. Mas tudo isso foi citado e lembrado como forma de mostrar que há uma evolução nas quatro linhas, embora lutas contra rebaixamento ainda sejam rotina na Gávea.

A dor recente em algum momento cessará e com ela nos virá mais experiência. Infelizmente o ano veio ao fim mais cedo para nós rubro-negros. Nos restam 43 pontos no Campeonato Brasileiro e nada além da missão de terminar o mesmo de forma digna. O próximo ano não nos reservará coisas condizentes à nossa grandeza – futebolisticamente falando -, mas, pelo menos, a certeza de que as dívidas do clube diminuirão ainda mais.

E no meio de todas essas incertezas, uma coisa é concreta e jamais será posta em dúvida na nossa mente: acima de tudo rubro-negro. Amor maior não tem igual. Eu juro que no pior momento, vou te apoiar até o final.

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